Orbis Energia prepara sete novas usinas solares em Minas Gerais, com inaugurações previstas entre 2026 e 2027
A Orbis Energia prepara sete novas usinas solares em Minas Gerais para um fundo imobiliário com investidores pulverizados, cada uma com capacidade de gerar cinco megawatts-pico (MWp), segundo informações repassadas com exclusividade ao Diário do Comércio.
A empresa, de origem mineira e sediada em São Paulo, é responsável pela construção desses empreendimentos, além da operação e manutenção dos ativos.
Um dos projetos em andamento será instalado em Lavras, no Sul do Estado, com inauguração prevista para setembro deste ano. Os outros seis serão instalados no município de Cláudio, na região Centro-Oeste, e devem ser inaugurados em novembro de 2027.
Em julho, a Orbis Energia inaugurou uma usina de igual potência em Monte Sião, no Sul de Minas, para o mesmo fundo, cujo nome não foi revelado. A empresa também foi a EPCista do empreendimento e presta os serviços de operação.
Considerando as sete usinas solares em desenvolvimento e a já inaugurada, o investimento do fundo imobiliário em Minas Gerais totaliza R$ 200 milhões.
Empresa tem seis ativos próprios e desenvolveu 45 projetos para terceiros
Além desses empreendimentos, a Orbis Energia possui seis usinas solares próprias, inauguradas entre 2018, ano em que a empresa foi fundada, e 2025: quatro em Minas Gerais e duas em São Paulo.
As usinas mineiras ficam em Itabira, na região Central do Estado. São três com potência de 500 quilowatts-pico (kWp) e uma de 300 kWp. Já os ativos paulistas estão localizados em São Joaquim da Barra e Igarapava e têm potência de cinco MWp cada.
O portfólio da Orbis Energia também reúne 45 usinas solares desenvolvidas para diferentes investidores entre 2019 e 2023, mas construídas e operadas por outras empresas. Os empreendimentos estão espalhados por Minas, somam aproximadamente 200 megawatts (MW) de potência e representam quase R$ 1 bilhão em investimentos.
Faturamento pode saltar de R$ 25 milhões para R$ 100 milhões em quatro anos
A Orbis Energia registrou aumento exponencial nos últimos anos. O faturamento, que era de R$ 25 milhões em 2023, dobrou em 2025.
A expectativa é manter o ritmo de crescimento. A empresa tem como meta faturar R$ 100 milhões em 2027, além de ampliar a base de consumidores para 50 mil. A carteira possui atualmente 2 mil clientes, dos quais 60% são residenciais e 40% comerciais.
“A nossa visão é que, dado o cenário macroeconômico e as dificuldades hoje tanto de levantar crédito quanto os custos do crédito, e as famílias cada dia mais endividadas e com orçamentos mais apertados, ainda mais vem a calhar a nossa solução, que é a economia na conta de luz”, afirma o fundador e CEO Hugo Andrade.
Segundo ele, a Orbis Energia busca democratizar o acesso à energia solar, permitindo que o consumidor final economize e participe da transição energética, além de desmistificar a energia por assinatura, definida pelo executivo como um produto disruptivo.
Nesse sentido, Andrade destaca que a abertura do mercado livre para clientes de baixa tensão, prevista a partir de novembro de 2027 para consumidores comerciais e industriais e de novembro de 2028 para os demais, incluindo os residenciais, deve estimular os negócios e aumentar o número de clientes da empresa.
Escopo de atuação e reciclagem de ativos
A Orbis Energia ampliou o escopo de atuação ao longo dos anos. Começou com uma usina em Itabira, financiada pelo próprio fundador, e com a comercialização de créditos de energia. Depois, passou a desenvolver projetos para terceiros, aproveitando o background de Andrade na área imobiliária, e avançou para a construção, apoiada na experiência do executivo nesse segmento. Por fim, passou a operar e manter ativos.
Andrade explica que, em 2023, o mercado de minigeração distribuída sofria com a cobrança do Fio B e a falta de clareza regulatória, o que tornou o desenvolvimento de projetos menos atrativo. Com isso, ele decidiu se mudar para São Paulo para se aproximar do capital e construir as duas usinas solares no território paulista. Segundo o executivo, os empreendimentos abriram caminho para que a Orbis Energia se tornasse uma EPCista e assumisse a responsabilidade pelos projetos do fundo imobiliário.
Neste momento, a Orbis Energia não pretende ampliar o número de usinas próprias. Conforme o CEO, o foco está na construção e operação de empreendimentos para investidores e em eventuais oportunidades de reciclagem dos ativos, por meio da venda para fundos imobiliários.
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