Abanorte Fruit Connections fortalece setor da fruticultura no Norte de Minas
O Norte de Minas Gerais se destaca no País como um dos principais polos da fruticultura. Para manter a relevância e avançar cada vez mais nos mercados, a Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte) investe em formas de estimular a inovação, a sustentabilidade e a competitividade. Assim, é realizado o Abanorte Fruit Connections, que em 2026 chega a 5ª edição com tema “A Origem do Futuro – do Norte de Minas para o Mundo”. O evento acontecerá em Janaúba, de 14 a 16 de abril, no Tatersal de Eventos do Parque de Exposições de Janaúba.
Com expectativa de reunir 600 participantes, o Abanorte Fruit Connections, segundo o presidente da Abanorte, Dirceu Colares, promete reunir muitas informações e novidades para todo o setor, desde o plantio até o consumidor final. As palestras abordarão todas as etapas da produção, incluindo transporte e a chegada da fruta ao consumidor.
“A expectativa para o evento é muito grande. Essa é a quinta edição do Abanorte Fruit Connections. Então, nós vamos trazer palestras desde o plantio até o consumidor final. Terá muita informação, muita novidade para todo o setor, não só para o produtor, mas para todas as etapas da produção, desde o plantio, transporte, e como essa fruta chega ao consumidor. A expectativa é muito grande”.
Ainda segundo Colares, o evento tem grande importância por também mostrar a evolução da produção na região. A Abanorte atua há 33 anos e é uma central de associações, cooperativas e sindicatos. A área de atuação inclui polos de irrigação governamentais em Pirapora, Nova Porteirinha, Janaúba e o Projeto Jaíba, além de dezenas de produtores que utilizam água subterrânea no Vale do Rio Verde Grande. A organização representa cerca de 2.500 produtores das mais variadas frutas.
“A gente precisa produzir com muita qualidade porque o consumidor está cada vez mais moderno e mais exigente. Nós produzimos banana, limão, manga, atemoia, pinha, uva, mamão, melancia, tangerina e laranja. A Abanorte também financia pesquisas com a Unimontes para novas variedades de frutas de clima temperado, como maçã e pera. Buscamos sempre pela inovação e as grandes novidades na região incluem o plantio em escala comercial de cacau e café. O evento vai mostrar a evolução da qualidade das nossas frutas. Para se ter ideia, da região saem cerca de 100 caminhões de frutas por dia para todas as capitais brasileiras. Exportamos também para a Europa, um mercado muito exigente, com destaque para o limão”.
Ao longo do evento, também serão discutidos os desafios da fruticultura no Norte de Minas Gerais. Dirceu explica que um dos principais problemas enfrentados é a falta de mão de obra. “No evento, o pessoal da Embrapa Instrumentação vai trazer novidades. Estamos em busca da robotização de máquinas, para realizar os trabalhos feitos pelo ser humano”.
As discussões no evento vão abordar ainda a necessidade da retomada da ferrovia como alternativa para escoar produção, a sucessão familiar – um problema que causa preocupação -, inteligência de mercado e o impacto de uma possível importação da banana do Equador.
“Uma questão muito importante para nós também é a sanidade das nossas frutas. Nossa grande vantagem no Norte de Minas é que o nosso clima é seco. Por isso, conseguimos produzir frutas com baixa aplicação de defensivos, uma vez que o clima seco inibe muitas doenças”.
A iniciativa reunirá produtores, empresas, pesquisadores, investidores, técnicos, lideranças do agronegócio e instituições estratégicas do setor do Brasil e do exterior. A programação terá 100 horas de conteúdo com especialistas nacionais e internacionais, que vão apresentar palestras em três palcos, de forma simultânea. A estrutura será composta de 50 estandes, startups e arenas temáticas.
Outra atração será o “Dia de Campo Fruit Connections”, no terceiro dia do evento, com visitas técnicas em áreas produtivas da região.
A fruticultura do Norte de Minas em números
Conforme a Abanorte, a fruticultura do Norte de Minas tem uma receita anual de aproximadamente R$ 1,5 bilhão e movimenta R$ 1,1 bilhão em insumos entre fertilizantes, máquinas, defensivos e outros. Ao todo são 40 mil hectares de área irrigada com tecnologia de ponta.
A região é uma das principais produtoras de frutas, exemplo disso é que cerca de 70% de toda a banana-prata do Brasil é produzida na região. São cultivados ainda limão, manga e mamão que são exportados para várias partes do mundo.
A fruticultura gera cerca de 53 mil empregos diretos nos municípios de Jaíba, Janaúba, Matias Cardoso, Porteirinha, Nova Porteirinha, Verdelândia, Pedras de Maria da Cruz, Pirapora, Capitão Enéas, e parte dos municípios de São Francisco, Januária, Itacarambi, Manga e Montes Claros.
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