Minas Gerais devolve 4,2 mil toneladas de embalagens de defensivos em 2025
Os produtores rurais de Minas Gerais têm aderido às boas práticas no campo e contribuído para a produção agrícola e pecuária mais sustentável. Uma das práticas mais importantes é a destinação adequada das embalagens vazias de defensivos agrícolas, feita através do Sistema Campo Limpo. Em 2025, no Brasil, foram 75.996 toneladas de embalagens devolvidas da forma correta, 11% a mais que em 2024. Acompanhando o índice de crescimento nacional, do total, Minas Gerais colaborou com 6%, o equivalente a 4.246 toneladas.
O Campo Limpo é um programa nacional de logística reversa baseado no princípio da responsabilidade compartilhada entre agricultores, indústria, canais de distribuição e poder público. Conforme o coordenador regional institucional do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), entidade gestora do Sistema Campo Limpo, Jair Furlan, Minas Gerais possui a maior rede de unidades de recebimento do Brasil. Ao todo, são sete centrais que realizam a separação, compactação e envio do material para recicladores, incineradores ou coprocessamento.
Além disso, o Estado conta com mais de 60 postos de recebimento. “Essa capilaridade é essencial para atender à vasta extensão territorial e à diversidade de culturas agrícolas do Estado, que vão do café e soja no Noroeste e Triângulo Mineiro, à batata e morango no Sul de Minas. O Estado é uma referência no Brasil e essa infraestrutura é vital para garantir a destinação correta das embalagens e a segurança ambiental”, explicou.
No Brasil, o Sistema Campo Limpo reúne mais de 400 unidades de recebimento, entre centrais e postos, distribuídas em 25 estados e no Distrito Federal. Essas unidades são geridas por associações e cooperativas, com apoio do Inpev.
Furlan destaca que um diferencial importante em Minas Gerais são os recebimentos itinerantes. Essas ações, realizadas em parceria com associações de revendedores, produtores, sindicatos rurais e órgãos governamentais, alcançam comunidades distantes e pequenos agricultores que não têm condições de se deslocar até as unidades fixas. Com mais de 200 pontos de recebimento itinerantes por ano, o programa garante que mesmo as áreas mais remotas tenham acesso ao sistema.
“A importância do sistema Campo Limpo transcende a questão ambiental. A destinação correta das embalagens evita a contaminação do solo e da água, além de prevenir riscos à saúde humana”.
Furlan enfatiza ainda a necessidade de o agricultor devolver as embalagens no local indicado na nota fiscal, pois esses pontos são licenciados e contam com profissionais treinados e equipados. A ação também impede o uso irregular das embalagens, evitando a contaminação do meio ambiente e até de pessoas.
Devido à extensão territorial do Estado, há ainda necessidade de instalação de mais pontos de recebimentos. Conforme Furlan, os planos de expansão em território mineiro incluem a construção, ainda este ano, de unidades de recebimento em Governador Valadares, na região do Rio Doce, e em Teófilo Otoni, no Mucuri. Outras localidades, como Capinópolis, estão no radar para futuras implantações.
Conforme Furlan, o crescimento do número de unidades de recebimento e a grande adesão ao Campo Limpo em Minas Gerais é resultado de uma responsabilidade compartilhada entre agricultores, revendedores, indústria e poder público. O trabalho faz com que a taxa de devolução, no País, varie entre 94% e 96% do total comercializado.
“O sistema trabalha com a questão da responsabilidade compartilhada. Então, todo mundo faz parte desse grande movimento que coloca o Brasil como referência mundial na gestão de embalagens vazias de defensivos agrícolas, promovendo a sustentabilidade e a segurança no campo”.
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