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Vitreo, WayCarbon e ForFuturing levantam R$ 51 milhões em primeiro FIP de créditos de carbono do Brasil

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Vista aérea de Belo Horizonte
Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

São Paulo – O crescimento da agenda ESG no meio corporativo e a necessidade global de transição para uma economia de baixo carbono que faça frente ao cenário de desequilíbrio ambiental e climático atual abriram uma oportunidade importante para os investimentos no mercado de créditos de carbono, cujo pleito de regulamentação global é um dos pontos-chave da COP 26, que ocorre em novembro.

Com o objetivo de fomentar ainda mais essa modalidade de investimentos, com especial atenção ao nosso país – cujo potencial de geração receita de até US$100 bi até 2030 a partir desses créditos confirma o protagonismo no mercado global –, a Vitreo, a WayCarbon, principal consultoria em mudança do clima da América Latina, e a ForFuturing formalizaram uma parceria para colocar no ar o primeiro FIP de créditos de carbono do Brasil.

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O FIP Carbono, como foi batizado pelo pool, levantou R$ 51 milhões em quatro meses de captação e reuniu no processo mais de 60 cotistas, incluindo pessoas físicas e investidores institucionais (entre eles fundos de fundos e family offices), com o objetivo de obter ganhos nos próximos cinco anos, período em que se estipula o retorno do FIP.

De acordo com o time responsável pela gestão, que é liderado por George Wachsmann, sócio e CIO da Vitreo, e composto por sócios seniores das três empresas, a distribuição dos recursos vai buscar lucros com a compra e venda dessa nova modalidade de ativo, com foco no Brasil e na diversificação geográfica, de standards de créditos e tipos de tecnologia de redução e remoção como pilares da alocação. O pool ainda afirma que a ação deve originar outros produtos com o objetivo de ofertar à indústria de investimentos mais soluções climáticas alinhadas às práticas ESG.

O fundo vai montar um portfólio composto por créditos originários de projetos florestais, energia, biometano e substituição de combustível, verticais com maior potencial de geração desses ativos no nosso país, com o objetivo de catalisar o processo de descarbonização da nossa economia e unir as pontas com companhias que assumiram compromissos para reduzir suas emissões ou que tenham como objetivo se tornarem neutras em emissões de carbono.

“A demanda crescente das empresas por créditos de carbono elevou os volumes transacionados e seus respectivos preços aqui e lá fora. Para o fundo, ter gestores que conhecem bem o mercado local é uma vantagem, já que facilita o acesso a bons projetos com preços atraentes. Além disso, os projetos no Brasil são bem competitivos no mercado internacional e as empresas em que o FIP investe possuem o perfil de atender companhias do mundo todo com alta escala de volumes de créditos. Na Vitreo, já temos expertise em gestão de ativos do mercado ESG, e contamos, inclusive, com um fundo de crédito de carbono no portfólio (um FIM), que investe no futuro de carbono no mercado regulado europeu”, explica Wachsmann, que agora adiciona ao portfólio o primeiro FIP da prateleira da Vitreo, casa que começou a operar como gestora em 2018 e que em 2020 também adquiriu a licença de DTVM.

Felipe Bittencourt, CEO e sócio-fundador da WayCarbon, explica que “iniciativas como a do FIP Carbono devem ser consideradas centrais para a aceleração do desenvolvimento do mercado de carbono no Brasil, contribuindo para ampliação de escala, liquidez e eficiência na formação de preços desses créditos”. Com 15 anos de experiência em trade de créditos de carbono, a WayCarbon contribuirá para direcionar as melhores oportunidades de créditos de carbono no âmbito nacional ao FIP.

Ed Morata, sócio-fundador da ForFuturing, por seu lado, posiciona essa iniciativa como parte importante de todo o processo de avanço na direção do novo padrão de sustentabilidade demandado de todos os setores da economia. “Nossa experiência confirma a percepção de que as iniciativas relativas à descarbonização estão entre as mais relevantes em todos os processos de adoção de práticas sustentáveis de gestão, sendo, em muitos casos, o principal desafio a ser enfrentado”, conclui.

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