Economia

BH registra salto de 36% no mercado imobiliário: conheça os bairros que lideram valorização

Savassi, Santo Agostinho e Buritis lideram valorização de imóveis acima de 125m²; compactos também se destacam
BH registra salto de 36% no mercado imobiliário: conheça os bairros que lideram valorização
Foto: Reprodução Adobe Stock

Os bairros Savassi, Santo Agostinho e Buritis concentraram, em 2025, as maiores altas de preço no segmento de imóveis residenciais com metragem acima de 125 metros quadrados (m²) em Belo Horizonte. As informações são de um levantamento da empresa de tecnologia imobiliária Loft, que apurou que o valor do metro quadrado nesses bairros avançou 36%, 33% e 32%, respectivamente, na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024.

O estudo analisou anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais que operam na Capital mineira e considerou apenas bairros com, pelo menos, 200 anúncios ativos no período da pesquisa.

Segundo o balanço, a Savassi liderou a valorização dos imóveis maiores, com tíquete médio próximo de R$ 2,8 milhões. Em seguida, aparecem Santo Agostinho e Buritis, bairros que concentram oferta relevante de unidades amplas em edifícios de padrão médio e alto, o que contribuiu para sustentar a demanda ao longo do ano.

Para o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi, o desempenho do segmento está relacionado ao perfil de compra desses imóveis. “Mesmo em um contexto de juros elevados, os imóveis maiores conseguiram manter valorização em algumas regiões. Como o peso do financiamento costuma ser menor nesse tipo de aquisição, a demanda tende a reagir menos às condições de crédito”, afirma.

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Além dos líderes do ranking, outros bairros tradicionais da região Centro-Sul também registraram crescimento relevante no preço do m² de imóveis acima de 125 m². Lourdes apresentou alta de 28%, Funcionários de 23%, Cidade Nova de 21% e Santo Antônio de 19%. Os bairros Cruzeiro, Mangabeiras e Sion completam a lista de regiões com avanço no período, o que demonstra uma valorização do segmento de forma distribuída pela cidade.

Outros bairros, como Luxemburgo, São Pedro, Anchieta e Palmares, também tiveram aumento de preços, embora em ritmo mais moderado, reforçando a concentração da demanda por imóveis amplos em áreas consolidadas e bem localizadas da Capital.

Imóveis compactos se comportam de forma diferente

O comportamento do mercado foi diferente entre os imóveis de até 65 m². Nesse recorte, os maiores percentuais de valorização se concentraram em bairros tradicionais. Santo Antônio liderou com alta de 53% no preço do m², seguido pela Savassi, com crescimento de 38%.

Também figuram entre os principais avanços os bairros Serrano, com 36%, Buritis, com 34%, e Funcionários, com 27%. Segundo a Loft, o resultado indica que a procura por unidades compactas permanece ativa em regiões com oferta de serviços, transporte e proximidade a áreas centrais.

Em contrapartida, bairros como Centro, Castelo, Lourdes e Sagrada Família apresentaram variações mais contidas ao longo do ano. Para Takahashi, esse movimento reflete maior sensibilidade do segmento às condições de crédito. “Nos imóveis menores, especialmente em regiões centrais, a dependência do financiamento é maior. Ainda assim, o tíquete mais baixo permite que parte da demanda continue no mercado, principalmente em bairros com boa infraestrutura urbana”, explica.

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