Prazo para discutir regras de segurança de pilhas de rejeitos termina nesta quarta (14)

Consulta da ANM busca estabelecer critérios de segurança para estruturas utilizadas na mineração, incluindo aquelas destinadas à disposição de rejeitos
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Prazo para discutir regras de segurança de pilhas de rejeitos termina nesta quarta (14)
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

Termina nesta quarta-feira (14) o prazo para o envio de contribuições à Agência Nacional de Mineração (ANM) sobre a proposta de regulamentação dos critérios de segurança de pilhas de rejeitos. Essas estruturas são utilizadas no empilhamento a seco, método de disposição de rejeitos que ganhou importância no setor mineral após os rompimentos das barragens em Mariana, na região Central de Minas Gerais, em 2015, e em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em 2019.

No empilhamento a seco, os rejeitos passam por um processo de filtragem para reduzir a umidade antes de serem depositados em pilhas. Embora essa forma de disposição possa apresentar menor potencial de dano em determinadas condições, a ausência de uma regulamentação federal específica de segurança para essas estruturas é apontada por especialistas como um fator de risco.

A ANM abriu, em agosto, o processo de participação pública para receber contribuições à proposta de regulamentação. A iniciativa integra o projeto “Regulamentação dos critérios de segurança relacionados a pilhas de mineração”, previsto na Agenda Regulatória ANM 2025/2026, e tem como objetivo estabelecer regras específicas para a gestão da segurança dessas estruturas.

Na abertura do processo, o superintendente substituto de segurança de barragens de mineração da ANM, David Galo, afirmou que a proposta pretende estabelecer critérios de segurança proporcionais aos riscos e às características de cada tipo de pilha.

“A ANM possui regulamentação consolidada para a segurança de barragens de mineração. Para as pilhas, contudo, é necessário um marco regulatório próprio, que considere a diversidade de tipologias, materiais, métodos construtivos e condições operacionais dessas estruturas”, afirmou Galo na ocasião.

A superintendente de política regulatória da ANM, Marina Dalla Costa, também destacou a importância da participação pública: “A participação do setor e da sociedade é fundamental para transformar a mineração em uma atividade cada vez mais segura”.

As contribuições podem ser enviadas até esta quarta-feira (14) pela plataforma Brasil Participativo, que disponibiliza a minuta de resolução, a Análise de Impacto Regulatório (AIR) e outros documentos de apoio à consulta pública.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/


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