Bayer projeta investir R$ 87 milhões na modernização de unidades em Minas em 2026
Em expansão, a empresa química e farmacêutica alemã Bayer, projeta investir aproximadamente € 13,9 milhões (cerca de R$ 87 milhões) em Minas Gerais no próximo ano. Os aportes estão destinados aos municípios de Uberlândia e Cachoeira Dourada, no Triângulo Mineiro, além de Paracatu, no Noroeste do Estado.
Os recursos englobam ações focadas em tecnologia, sustentabilidade e expansão da capacidade produtiva. As iniciativas reforçam a posição estratégica do Estado para a companhia, especialmente na divisão agrícola.
Em Uberlândia, o aporte será aplicado em áreas como melhoramento genético, testes de qualidade, transformação digital, indústria 4.0 e automação de processos de produção de sementes. A unidade é considerada uma das mais estratégicas para a companhia e faz parte da divisão Crop Science da Bayer na América Latina.
Além do avanço na indústria, a empresa contribui com iniciativas para o desenvolvimento do ecossistema de inovação em Uberlândia. Dentre as ações, está o “Pitch Reverso” promovido no Summit Uberlândia, com desafios para startups locais, que geraram propostas que devem ser concretizadas no início de 2026, integrando novas tecnologias e pessoas aos processos da empresa.
Também no Triângulo Mineiro, a unidade de Cachoeira Dourada será modernizada no próximo ano, com iniciativas voltadas à sustentabilidade. O destaque, segundo a empresa, é a implementação de uma nova instalação de tratamento de semente industrial, desenhado para aprimorar a qualidade e o desempenho das sementes.
Já em Paracatu, a Bayer planeja recursos destinados à modernização e otimização de processos essenciais para a produção de sementes, visando melhorar a performance geral da unidade. “São investimentos que reforçam o compromisso da Bayer com o Estado. Essas ações garantem que Minas Gerais continue na vanguarda do desenvolvimento de sementes de alta qualidade”, destaca a líder de operações das unidades de sementes de milho da Bayer no Brasil, Daniela Paiva.
Sustentabilidade: unidades em Minas usam biomassa do milho para geração de energia
Em paralelo, o Estado segue como celeiro para projetos de sustentabilidade da companhia, como gestão de recursos hídricos e a geração de energia limpa. Hoje, as unidades em Uberlândia, Paracatu e Cachoeira Dourada utilizam a biomassa do próprio milho para geração de energia. Além disso, Cachoeira Dourada ainda conta com iniciativas de educação ambiental, como o Projeto Proverde.
Para o futuro, a companhia revela que reestrutura o modelo operacional para melhorar o fluxo de trabalho, uma das principais apostas de desenvolvimento do negócio. “Estamos em um momento de reestruturação do nosso modelo operacional, visando reduzir hierarquias complexas, agilizar processos e melhorar a performance da empresa”, detalha a gestora.
Na divisão agrícola, a expectativa é trazer ao mercado novas biotecnologias de soja, milho e algodão, além de moléculas inéditas de proteção de cultivos. “São mais de 10 lançamentos de produtos revolucionários nos diferentes negócios até o fim da década. Também seguiremos ampliando nossos modelos de negócios baseados em agricultura digital e baixo carbono”, conclui Daniela Paiva.
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