Economia

Carnaval movimenta R$ 5,83 bilhões em Minas Gerais com recorde de foliões

O turismo, a hotelaria, a gastronomia e o setor de serviços foram beneficiados pela festa que atraiu 14,9 milhões de pessoas ao Estado
Carnaval movimenta R$ 5,83 bilhões em Minas Gerais com recorde de foliões
Bloco de carnaval Volta Belchior / Foto: Cristiano Machado / Imprensa MG

O Carnaval em Minas Gerais gerou uma movimentação econômica de R$ 5,83 bilhões para o turismo, a hotelaria, a gastronomia, o transporte e o setor de serviços. O montante é 10% maior do que o registrado em 2025 (R$ 5,3 bilhões).

O número de foliões cresceu 14,2% no Estado: foram 14,9 milhões de pessoas, sendo 6,5 milhões delas somente em Belo Horizonte. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) nesta quinta-feira (19).

Carnaval | MG | BH | Movimentação econômica (MG)

  • 2025 (1º e 4 de março): 13,2 milhões | 6 milhões | R$ 5,3 bilhões;
  • 2026 (14/2 a 17/2): 14,9 milhões | 6,5 milhões | R$ 5,83 bilhões.

“Esses valores confirmam muito a importância do Carnaval de Belo Horizonte, mas do interior também. Tivemos recorde de pessoas visitando nossas cidades históricas e a região do Lago de Furnas. Portanto, o Carnaval da Tranquilidade também foi o responsável para chegarmos nesses valores significativos”, afirma a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.

Estado investiu R$ 26,5 milhões na folia

Ao todo, o Estado, com apoio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), investiu R$ 26,5 milhões no Carnaval da Liberdade 2026, em ações coordenadas pela Secult-MG. Veja abaixo:

  • R$ 12 milhões da Cemig: via Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O montante foi usado, segundo o governo, no fortalecimento de blocos, artistas e iniciativas culturais na Capital e no interior;
  • R$ 13,5 milhões da Codemge: aporte serviu para estruturação das avenidas sonorizadas em BH, incluindo as avenidas Amazonas, Brasil e Andradas, além da estruturação do Palácio do Samba, no Palácio da Liberdade, em BH, e ações de sinalização e acessibilidade nas regiões de concentração de blocos;
  • R$ 1 milhão da Copasa: valor utilizado em diversas frentes, incluindo distribuição de água para os foliões e o patrocínio ao projeto Reciclabelô, com distribuição de kits de trabalho para catadores de materiais recicláveis na capital mineira.

Leia mais: Subsídios para blocos de rua no Carnaval de Belo Horizonte subiram 16% em 2026

Carnaval em BH e nas cidades históricas

Em Belo Horizonte, entre sábado e terça-feira, milhares de pessoas ocuparam as três avenidas sonorizadas para apresentações de 23 blocos carnavalescos. As vias contaram, neste ano, com painéis de led.

Também na Capital, os jardins do Palácio da Liberdade receberam, em média, 1,5 mil pessoas por dia de folia, com 87 atrações de samba, e geração de 120 postos de trabalho diretos.

Ainda na cidade, o Carnaval da Liberdade também contou com a participação da Sinfônica Pop e shows com 25 artistas no Palco Aberto, no Palácio das Artes, durante o pré-Carnaval.

Já no interior, mais de 376 mil pessoas participaram da folia nas cidades históricas mineiras, como Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, São João del-Rei e Diamantina, representando, segundo o Estado, um crescimento de 7,5% em comparação ao Carnaval de 2025.

“Muitos turistas, porém, optaram por descansar, fugindo do agito e buscando destinos em meio à natureza. Exemplo disso é Capitólio, o Mar de Minas, que recebeu mais de 315 mil visitantes durante o período do Carnaval da Liberdade 2026, cerca de 15 mil turistas a mais do que em 2025”, informa o Estado, em nota.

Hotelaria e mobilidade

Na hotelaria, a média de ocupação ficou em 85,62% em BH, com pico de 92,3% no fim de semana, superando em 3,5% o percentual máximo registrado em 2025 (90,2%). O valor da diária média na Capital mineira cresceu 15,2% na região Centro-Sul e 11,2% nas demais regiões, segundo o Estado.

No interior, os hotéis de lazer, que oferecem opções voltadas ao descanso, à natureza e ao turismo de bem-estar, a ocupação foi de 97%, conforme monitoramento da Associação Mineira de Hotéis e Lazer (Amihla) fornecido ao governo.

No quesito de mobilidade, o fluxo de visitantes também cresceu, conforme levantamento da Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra-MG). Veja:

  • Rodoviária de BH: 152.258 passageiros, alta de 2,6% em relação aos 148.256 passageiros de 2025;
  • Aeroporto de Confins: 8.887 passageiros, alta de 18,5% em relação aos 7.500 passageiros de 2025.
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