Consumo nos supermercados de Minas Gerais sobe 2,85% no primeiro semestre

Apesar de queda em junho na comparação mensal, projeções de crescimento anual para o setor supermercadista mineiro são mantidas
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Consumo nos supermercados de Minas Gerais sobe 2,85% no primeiro semestre
Foto: Diário do Comércio / Arquivo / Charles Silva Duarte

O consumo das famílias nos supermercados em Minas Gerais aumentou 2,85% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2025. Já em junho, o Índice de Consumo dos Lares Mineiros cresceu 2,83% frente ao mesmo mês do ano passado, mas apresentou uma variação negativa de 2,02% sobre o mês anterior.

A Associação Mineira de Supermercados (Amis) esclarece que a comparação de junho com maio tradicionalmente tende a apontar para uma queda no consumo, principalmente pelo fator calendário. Neste ano, o impacto foi menor, uma vez que a retração no ano passado foi de 3,86%.

O presidente executivo da Amis, Antônio Claret Nametala, destaca a relevância da Copa do Mundo de futebol masculino para o setor supermercadista. “A Copa do Mundo de futebol é um evento muito positivo para o setor, especialmente na demanda por categorias como bebidas, carnes e petiscos enquanto a nossa seleção está na competição”, descreve.

Ele também relata a procura por itens ‘juninos’, uma tradição que também movimenta o segmento. No entanto, Claret pontua que estes produtos são de menor valor agregado.

Portanto, segundo o dirigente, o resultado de junho sobre maio não altera as previsões quanto ao crescimento da demanda no setor para o exercício. Ele afirma que o desempenho no semestre deixou o setor confiante de que a projeção do início de ano, de alta de 3,45% no consumo, será mantida.

“Vamos torcer para que o cenário global, que vem preocupando a economia como um todo, se resolva o mais breve possível”, pondera.

Avaliação por regiões

Supermercados ABC
Foto: Divulgação Supermercados ABC

O levantamento também apresentou as variações do consumo por regiões do Estado. Nesse caso, o principal destaque na comparação anual foi a Zona da Mata, com uma variação positiva de 3,41%, seguida pelas regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (3,34%) e Sul (3,3%). As outras regiões apresentaram os seguintes resultados:

  • Central (3,26%);
  • Rio Doce, Mucuri e Jequitinhonha (2,95%);
  • Centro-Oeste (2,92%);
  • Norte e Nordeste (2,26%).

Já na comparação com maio deste ano, foi observada queda em todas as regiões, com destaque para os supermercados localizados na região Central, com retração de 2,64%. Logo em seguida aparecem Vale do Rio Doce, Jequitinhonha e Mucuri com recuo de 2,62% no período. Confira os demais resultados:

  • Zona da Mata (-2,55%);
  • Sul (-2,44%);
  • Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (-1,92%);
  • Norte e Nordeste (-0,81%);
  • Centro-Oeste (-0,66%).

No caso do acumulado do ano, as regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba tiveram o melhor desempenho, com 3,21%. Outro destaque foi a região Sul, com alta de 3,18% no período. Veja os indicadores das demais regiões:

  • Central (2,95%);
  • Centro-Oeste (2,87%);
  • Rio Doce, Jequitinhonha e Mucuri (2,86%);
  • Norte e Nordeste (2,78%);
  • Zona da Mata (2,72%).

Expansão

Além disso, de acordo com balanço parcial da Amis, o varejo supermercadista mineiro ganhou 23 novas lojas na primeira metade do ano. Esse número considera apenas as novas operações efetivamente, sem incluir fusões e aquisições, reformas e ampliações e reinaugurações de unidades. A projeção inicial para o ano é de 78 novas lojas até dezembro.

Essas novas unidades geraram 2.055 empregos diretos no Estado. “Esse número de 23 pode parecer pequeno, mas o maior volume de inaugurações se concentra no segundo semestre, especialmente visando ao atendimento das demandas de final de ano”, comenta Claret.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.

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