Minas soma R$ 25,1 bilhões em crédito do governo federal para pequenos negócios

Estado mineiro acumula volume expressivo de financiamentos via Pronampe e ProCred 360, impulsionando MEIs e microempresas.
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Minas soma R$ 25,1 bilhões em crédito do governo federal para pequenos negócios
Foto: Diário do Comércio / Leonardo Leão

Minas Gerais possui, atualmente, R$ 25,136 bilhões em linhas de crédito contratadas junto ao governo federal para os pequenos negócios. Desse montante, R$ 24,29 bilhões são provenientes do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e outros R$ 846,9 milhões, do ProCred 360.

O Pronampe tem como objetivo facilitar o acesso a empréstimos para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e pequenas empresas, por meio de taxas de juros reduzidas e garantia parcial do governo. Já o ProCred 360 é uma linha de crédito federal destinada a capital de giro para MEIs e microempresas com faturamento bruto anual de até R$ 360 mil, oferecendo taxas mais competitivas e prazo de até 60 meses para pagamento.

Durante visita ao Centro de Artesanato de Minas Gerais (Ceaart), em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (13), o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, falou sobre as ações do governo para apoiar o setor. Em entrevista ao Diário do Comércio, ele destacou os avanços apresentados pelo Estado nos últimos anos.

De acordo com dados do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Minas possui 2,83 milhões de MEIs, microempresas, empresas de pequeno porte e artesãos em atividade. Desse total, 505,6 mil estão em Belo Horizonte.

O chefe da pasta mencionou as ações voltadas à redução da burocracia e os recursos de programas federais destinados ao Estado. Entre as iniciativas, Pereira destacou o Contrata Mais Brasil, que viabiliza contratações públicas de pequenos negócios por meio de um processo simplificado de licitação.

Segundo ele, o programa é uma grande plataforma que permite que serviços públicos sejam realizados por MEIs e está ganhando força em Minas Gerais. “O povo mineiro é um povo trabalhador, talentoso e vibrante e temos tudo para desenvolver esse setor aqui no Estado, que vai crescer muito nos próximos anos”, declarou.

Aumento do teto do MEI está entre as prioridades

Ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, em visita ao Ceaart, Belo Horizonte, Minas Gerais.
Ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, em visita ao Ceaart | Foto: Pedro Souza / MEMP

O ministro ressaltou que o governo vem contribuindo para a evolução do ambiente de crédito no Brasil. Neste momento, ele destacou duas grandes frentes de trabalho: o aumento do teto de faturamento do MEI e o Contrata Mais Brasil. Sobre este último, Pereira afirmou que se trata de uma ferramenta capaz de proporcionar uma revolução social no País.

“Ela conectará o serviço público com os microempreendedores. A ideia é que os MEIs possam fazer serviços de pintura, vidraçaria, fornecer produtos usando todo o poder de compra do Estado a serviço dos microempreendedores”, completou.

Quanto ao teto, ele lembrou que já se passaram quase dez anos desde a última atualização e afirmou que os MEIs enfrentam dificuldades devido à defasagem do limite. O ministro destacou que a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviada ao Congresso Nacional prevê o aumento do teto dos atuais R$ 81 mil para até R$ 140 mil.

Ele afirmou estar otimista quanto à aprovação da proposta, por considerá-la uma demanda social importante. Segundo Pereira, mais de 17 milhões de brasileiros são impactados pela demora na atualização do teto. O chefe da pasta lembra que o valor atual equivale a um faturamento médio mensal de R$ 6,75 mil.

Para o ministro, o principal desafio envolvendo o tema era a questão orçamentária, que, segundo ele, já foi solucionada pelo governo federal por meio de cortes de gastos e sem aumento da tributação. Esse é um dos fatores que explicam o otimismo do governo em relação à proposta.

“Nós acreditamos que esse aumento do teto irá passar. O Congresso tem sensibilidade com o tema, com uma comissão muito comprometida com os empreendedores. Acredito que até o final do ano teremos essa boa notícia para os brasileiros”, disse.

Artesanato

Exposição de artesanato no Centro de Artesanato de Minas Gerais (Ceaart).
Foto: Diário do Comércio / Leonardo Leão

No caso do artesanato, Pereira ressaltou que a importância do setor vai além da questão cultural e da qualidade dos produtos, abrangendo também a atividade econômica. Ele relatou que a infraestrutura, principalmente em Minas, tem melhorado nos últimos anos, impulsionando as exportações, o turismo e a economia local.

Para o ministro, o artesanato é estratégico para o desenvolvimento dos pequenos negócios no Brasil. “Nós precisamos aumentar a capacidade do nosso artesão de acessar os mercados internacionais, especialmente nesse momento de fechamento do acordo Mercosul-União Europeia”, pontuou.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.

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