BNDES desembolsa R$ 13 bilhões para Minas; Estado é o terceiro maior destino dos recursos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 13 bilhões para Minas Gerais no ano passado, uma leve alta (3%) em relação ao ano anterior, quando o Estado recebeu R$ 12,6 bilhões. Com esse valor, Minas responde por cerca de 7,7% dos desembolsos nacionais, que somaram R$ 169,7 bilhões no período.
O Estado foi o terceiro mais beneficiado pelos desembolsos, ficando atrás apenas de São Paulo, que recebeu R$ 46,2 bilhões (27%), e do Rio Grande do Sul, que recebeu R$ 26,7 bilhões (15,8%).
No ano passado, o setor mais beneficiado pelos desembolsos em Minas foi o de infraestrutura, que recebeu R$ 4,2 bilhões, o equivalente a 32% do total. No entanto, em relação ao ano anterior, o setor recebeu 19,8% a menos, quando havia sido beneficiado com R$ 5,26 bilhões.
Em seguida, vieram os setores de comércio e serviços, com R$ 3,09 bilhões (23,7%); agropecuária, com R$ 2,9 bilhões (22,2%); e indústria, com R$ 2,8 bilhões (21,9%).
Dentro do setor de infraestrutura, o subsetor de energia elétrica apresentou forte retração. Enquanto em 2024 foram desembolsados R$ 2,7 bilhões, no ano passado o valor foi de R$ 1,5 bilhão, uma queda de 42,6%.
As empresas de grande porte concentraram a maior parte dos recursos (49,3%), com R$ 2,08 bilhões. As médias empresas receberam R$ 2,03 bilhões (48,2%); as pequenas, R$ 91 milhões (2,2%); e as microempresas, R$ 12 milhões (0,3%).
As principais linhas de crédito em Minas foram:
- BNDES Finem (R$ 1,78 bilhão);
- BNDES Finame (R$ 1,33 bilhão);
- BNDES Mercado de Capitais (R$ 935 milhões);
- e BNDES Automático (R$ 117 milhões).
As demais modalidades, como Cartão BNDES, BNDES Crédito Digital e BNDES Não Reembolsável, responderam pelo restante dos créditos.
Desembolsos aumentaram 26,9% no País
No cenário nacional, os desembolsos do BNDES cresceram 26,9% e chegaram a R$ 169,69 bilhões, R$ 36 bilhões a mais que os R$ 133,68 bilhões registrados no ano anterior.
No País, assim como em Minas, a infraestrutura foi o setor mais beneficiado, com R$ 54,29 bilhões (32% do total). Em seguida, vieram a indústria, com R$ 49,15 bilhões (29%); a agropecuária, com R$ 36,6 bilhões (21,6%); e o comércio e serviços, com R$ 29,5 bilhões (17,4%).
Créditos para Minas somaram R$ 23,2 bilhões
Com relação aos créditos, o BNDES aprovou, em 2025, um total de R$ 23,2 bilhões para Minas Gerais. O volume é o maior da série histórica, iniciada em 1995, e 44,3% superior ao registrado no ano anterior.
Em 2025, os recursos atenderam aos principais setores da economia mineira:
- Agropecuária (R$ 4,9 bilhões);
- Comércio e serviços (R$ 5,5 bilhões);
- Indústria (R$ 5,9 bilhões);
- e infraestrutura (R$ 6,7 bilhões).
Entre os destaques, está o crescimento, ante 2024, dos recursos aprovados para indústria (106%), comércio e serviços (53%) e infraestrutura (68%). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 10,2 bilhões do total de crédito aprovado em 2025. Para inovação, os recursos chegaram a R$ 1,7 bilhão, aumento de 30,7% em relação ao período anterior.
O Estado também se destaca com o maior volume de recursos aprovados para biocombustíveis no País. Em 2025, foram R$ 1,5 bilhão.
“Esse resultado deixa evidente o compromisso do governo do presidente Lula em promover o desenvolvimento de Norte a Sul do País. Por meio do crédito, o BNDES está promovendo melhorias em infraestrutura e na qualidade dos serviços públicos, ajudando a desenvolver novos medicamentos e tecnologias, construindo uma indústria e um setor agropecuário mais inovador e sustentável, ampliando a oferta de energia, fortalecendo micro, pequenas e médias empresas e abrindo novas oportunidades. Em Minas Gerais, parte dos recursos aprovados está sendo investida em melhorias na BR-050 e no desenvolvimento da produção de biocombustíveis”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Ouça a rádio de Minas