Governo pode comprar até R$ 90 bi em dívidas da população para o Desenrola 3.0 em novembro, diz ministro

Como a Medida Provisória (MP) do Desenrola 3.0 prevê descontos mínimos de 90% no valor das dívidas, o governo pagaria até R$ 9 bilhões para comprar essas dívidas
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Governo pode comprar até R$ 90 bi em dívidas da população para o Desenrola 3.0 em novembro, diz ministro
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

O ministro Dario Durigan (Fazenda) indicou nesta quarta-feira (21) que o governo federal pode comprar até R$ 90 bilhões em dívidas de pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs) para o Desenrola 3.0 nos próximos meses.

Como a Medida Provisória (MP) do Desenrola 3.0 prevê descontos mínimos de 90% no valor das dívidas, o governo pagaria até R$ 9 bilhões para comprar essas dívidas. O leilão ocorreria em novembro ou dezembro, e ainda não há previsão de público atingido, segundo Durigan.

Nesta quinta-feira (22), o governo lançará um chamamento para as instituições financeiras credoras, como bancos e fundos. A ideia é que elas manifestem o volume de dívidas que estão interessadas em vender ao governo, com foco em dívidas antigas, de dois a quatro anos e meio.

O governo prevê comprar ao todo R$ 150 bilhões com o Desenrola 3.0, como mostrou a Folha em setembro. Caso o desconto fique no piso, o Executivo pagaria 10% do valor de face, ou seja, R$ 15 bilhões – limite destinado ao programa.

Segundo Durigan, a expectativa é receber cerca de R$ 90 bilhões em volume total, mas não é certo que o governo vá leiloar todo esse valor. O total leiloado e os descontos oferecidos pelas credoras dependerão do nível de interesse, segundo o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron.

Durigan criticou, sem citar nomes, a proposta do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Ele comparou a medida a uma espécie de “calote generalizado” no sistema financeiro.

Flávio afirmou que, se for eleito no próximo dia 25, seu governo vai comprar as dívidas de brasileiros inadimplentes e refinanciá-las pela Caixa Econômica Federal, com mais prazo e menor taxa de juros. Além disso, durante debate entre os candidatos no domingo (18), prometeu congelar as dívidas de pessoas físicas por seis meses e de empresas por um ano. Sem, porém, detalhar como isso vai ser implementado.

Conteúdo distribuído por Folhapress

Marcos Hermanson
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Marcos Hermanson

Agência Folhapress