Governo pode preparar linha de crédito para empresas afetadas pelo fim da escala 6×1, diz Durigan

Em declarações anteriores, Durigan se posiciona contra medidas compensatórias a companhias afetadas pela nova regra
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Governo pode preparar linha de crédito para empresas afetadas pelo fim da escala 6×1, diz Durigan
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O governo federal pode preparar uma linha de crédito voltada a empresas eventualmente afetadas pelo fim da escala de trabalho 6×1, com o objetivo de fomentar capacitação, inovação e produtividade no país, disse nesta sexta-feira (16) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Em entrevista à TV Band, Durigan reconheceu que a nova regra trabalhista gera ônus para alguns empresários, mas classificou como algo “minoritário”, ressaltando que cerca de 70% dos trabalhadores já atuam hoje na escala de trabalho 5×2.

“Os empresários têm que ter apoio do governo para participar desse novo tempo, que é uma mudança civilizacional”, disse Durigan na entrevista, falando como coordenador do plano econômico da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Senado aprovou na quarta-feira Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho conhecida como 6×1, medida popular defendida pelo presidente Lula, mas alvo de críticas por setores empresariais.

Em declarações anteriores neste ano, Durigan vinha se posicionando contra medidas compensatórias a companhias afetadas pela nova regra e chegou a afirmar que não caberia ao governo indenizar empresários, mas sim prever um prazo de transição.

Na entrevista, o ministro também afirmou que a taxa de juros segue sendo um problema no país e defendeu que o governo mantenha o trabalho de ajuste das contas públicas, com obtenção de superávits primários cada vez maiores, mas sem “cavalo de pau”.

Em relação ao ajuste fiscal de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto pela campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) para adoção em prazo curto, Durigan afirmou que a ideia não é crível. Para ele, um ajuste dessa magnitude não poderia ser feito sem passar por cortes em políticas públicas, como os ganhos reais do salário mínimo e outras ações sociais.

“Ele precisa dizer para quem está mentindo, ou é para o mercado ou é para as pessoas que são beneficiárias desses programas… É totalmente inviável, totalmente mentiroso”, afirmou.

Conteúdo distribuído por Reuters

Bernardo Caram
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Agência Reuters


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