Ibovespa recua e Totvs desaba após balanço

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recua 1,33%, a 128.216,92 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,38 bilhões.

8 de fevereiro de 2024 às 20h31

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Crédito: Adobe Stock

São Paulo – O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, com declínio generalizado na bolsa paulista em meio ao avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, enquanto Totvs desabou após o resultado operacional medido pelo Ebitda da empresa de software frustrar previsões de analistas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,33%, a 128.216,92 pontos. Na máxima do dia, chegou a 130.125,92 pontos. Na mínima, a 127.912,23 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,38 bilhões.

Dados disponíveis no site da B3 continuam mostrando saída de capital externo do mercado acionário brasileiro, com o saldo em fevereiro negativo em cerca de R$ 1,8 bilhão até o dia 6. No primeiro mês do ano, as vendas por estrangeiros superaram as compras por esses investidores em quase R$ 7,9 bilhões.

Uma boa parte desse movimento é relacionada à correção de alta nos rendimentos dos Treasuries, que fecharam 2023 a 3,86%, mas voltaram a superar os 4% neste ano, quando dados e sinalizações de autoridades do Federal Reserve esfriaram expectativas de uma queda nos juros dos Estados Unidos em março.

Nesta quinta-feira, o Treasury de 10 anos oferecia um yield de 4,1521%, ante 4,098% na véspera, refletindo cautela de agentes financeiros antes de dados de preços ao consumidor norte-americano relativos a janeiro, previstos para a sexta-feira.

Além do avanço nos rendimentos da dívida do governo dos EUA, o gestor Tiago Cunha, sócio da Ace Capital, também destacou o resultado acima do esperado do IPCA referente ao mês passado como mais um componente desfavorável às ações brasileiras.

O IPCA subiu 0,42% em janeiro, segundo o IBGE, uma desaceleração frente a dezembro (+0,56%), mas acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de aumento de 0,34%, e com economistas avaliando que a leitura qualitativa não foi positiva, com piora quase generalizada dos núcleos.

Cunha também chamou a atenção para safra de resultados do quarto trimestre, com os resultados nos EUA repercutindo de forma mais positiva em Wall Street do que os balanços brasileiro têm reverberado na B3.

“Em um mercado global, com ampla mobilidade de capital, os resultados das empresas norte-americanas têm apresentado mais crescimento de receita, melhor desempenho operacional e perspectivas mais positivas para 2024. O fluxo de saída está, também, ancorado nesse diferencial de resultados e perspectivas para o ano”, afirmou.

Em Nova York, S&P 500, uma das referências do mercado acionário dos EUA, fechou perto da estabilidade, mas negociado próximo ao marco de 5 mil pontos.

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