Minas recebe R$ 234 milhões em investimentos em pesquisa de minerais estratégicos
Minas Gerais recebeu R$ 234,3 milhões em investimentos em pesquisa mineral em 2025, envolvendo 18 substâncias críticas e estratégicas. Os maiores aportes foram direcionados ao ferro (R$ 90,1 milhões), ouro (R$ 47,4 milhões), lítio (R$ 42,2 milhões) e terras-raras (R$ 14,3 milhões), reforçando vocações e o potencial geológico do Estado.
Os dados constam em um portal lançado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) na quarta-feira (14). Batizada de MCE 360, a plataforma traça um raio-x do setor mineral brasileiro, reunindo informações sobre um rol de 24 substâncias classificadas como minerais críticos e estratégicos, de acordo com resolução publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em 2021 e critérios técnicos da própria autarquia federal.
Os valores voltados para o minério de ferro foram, principalmente, em municípios da região Central, por exemplo, Ouro Preto, Itabira, Mariana e São Gonçalo do Rio Abaixo; e da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), como Nova Lima e Itabirito.
Já os recursos destinados ao ouro tiveram como principais destinos municípios do Noroeste, como Paracatu, Guarda-Mor e Vazante; da região Central, a exemplo de Caeté, Santa Bárbara, Mariana e Itabirito.
Historicamente, Minas Gerais tem forte relevância na mineração dessas duas substâncias. O minério de ferro é a principal matéria-prima do aço, indispensável para construção civil, infraestrutura, transporte, máquinas e geração de energia. O ouro é um metal precioso usado como reserva de valor, em joias, eletrônicos, medicina e tecnologias de alta precisão.
Quanto aos investimentos em pesquisa mineral de lítio, os maiores foram aplicados nos municípios de Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha; e de Salinas, no Norte do Estado, regiões que abrigam os principais projetos e operações do segmento no País.
O lítio é um metal essencial para baterias, veículos elétricos e armazenamento de energia, apoiando a transição para uma economia de baixo carbono. Minas Gerais possui a maior reserva brasileira dessa substância e tem atraído a atenção de investidores.
No que se refere aos aportes direcionados para as terras-raras, a maioria foi nos municípios de Patos de Minas e Presidente Olegário, no Alto Paranaíba, e Caldas, no Sul do Estado, regiões que já concentram projetos em desenvolvimento do segmento.
As terras-raras são um conjunto de elementos químicos essenciais para a produção de ímãs permanentes, veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e tecnologias avançadas. Essas substâncias estão no centro de uma disputa global, e Minas Gerais tem despertado o interesse de investidores por dispor de expressivos depósitos.
Além de minério de ferro, ouro, lítio e terras-raras, Minas Gerais recebeu, em 2025, investimentos significativos em pesquisa mineral de titânio (R$ 12,2 milhões), fosfato (R$ 9,9 milhões), nióbio (R$ 4,7 milhões), grafita (R$ 3,1 milhões), quartzo (R$ 3 milhões) e alumínio (R$ 2,7 milhões), que completam o grupo das dez substâncias com maiores aportes.
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