Mensalidade das casas de repouso sobe 7,78% em Belo Horizonte e região

Estudo do Mercado Mineiro revela aumento do valor médio mensal e da diária, destacando a necessidade de atenção aos serviços oferecidos
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Mensalidade das casas de repouso sobe 7,78% em Belo Horizonte e região
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

O valor médio da mensalidade de casas de repouso em Belo Horizonte e região metropolitana subiu 7,78% neste mês na comparação com agosto de 2025. A pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro ainda demonstra que o preço da diária nesses estabelecimentos aumentou 2,14% nos últimos 12 meses.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 12 de agosto e reuniu 36 opções de mensalidades e 15 de diárias de cuidadores ou acolhimento temporário. O preço médio cobrado na mensalidade passou de R$ 5.525,29 para R$ 5.955,14, enquanto a diária avançou de R$ 258,46 para R$ 264 no período analisado.

Entre as casas de repouso, grande parte das mensalidades está concentrada na faixa entre R$ 4,8 mil e R$ 6,5 mil. No entanto, o estudo demonstra que estabelecimentos com valores semelhantes podem oferecer estruturas diferentes. Entre os benefícios divulgados estão:

  • Enfermagem 24 horas;
  • Acompanhamento médico;
  • Fisioterapia;
  • Terapia ocupacional;
  • Psicologia;
  • Nutricionista;
  • Controle de medicamentos;
  • Seis refeições diárias;
  • Musicoterapia;
  • Oficinas de memória;
  • Atividades recreativas;
  • Lavanderia;
  • Hotelaria;
  • Monitoramento por câmeras.

A diferença no valor desse tipo de serviço por dia é de R$ 180 a R$ 400, dependendo do local, o que representa uma variação de 122,22% entre o menor e maior valor praticado. Já a mensalidade varia entre R$ 3,5 mil e R$ 13,5 mil, uma diferença de 285,71%.

O coordenador do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, relata que o mercado de casas de repouso vem crescendo bastante, impulsionado pelo aumento da expectativa de vida da população. Ele também aconselha aos usuários desse serviço ficarem atentos ao que está sendo oferecido. “As diferenças de preços são muito grandes, mas claro que também há diferença no serviço prestado”, diz.

Abreu ainda destaca o avanço do modelo de diárias, com muitas pessoas optando por passar o fim de semana nesses locais. Segundo ele, o preço nesse caso não deve ser o único critério de escolha a ser considerado.

“Nós temos que sempre observar a questão do alvará de funcionamento, licença da Vigilância Sanitária, acessibilidade, estrutura de segurança, dimensionamento da equipe, controle de medicamentos, acompanhamento médico, alimentação, além da convivência entre os idosos, que deve ser sempre saudável para que eles tenham tranquilidade”, conclui.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.

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