Mercado Central de BH terá R$ 2,5 milhões para modernizar rede elétrica antes do centenário

Financiamento do BDMG permitirá substituir equipamentos e dobrar a capacidade da subestação de energia; obras devem começar no primeiro semestre de 2027
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Mercado Central de BH terá R$ 2,5 milhões para modernizar rede elétrica antes do centenário
Mercado Central completará 100 anos em 2029 | Foto: Divulgação/BDMG

O Mercado Central de Belo Horizonte completa 100 anos em 2029 e já planeja intervenções para marcar o centenário, começando pela modernização da infraestrutura elétrica. O investimento previsto é de R$ 2,5 milhões para a substituição da rede elétrica do espaço, que abriga 400 lojas e recebe 15 milhões de visitantes por ano.

As intervenções serão viabilizadas por meio de financiamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), em uma linha de crédito voltada ao fortalecimento de empreendimentos do setor de turismo no Estado.

“Para nós do BDMG é fundamental apoiar uma instituição que é ícone em Belo Horizonte, e diria até em Minas Gerais. Eu não tenho a menor dúvida de que as pessoas têm memórias muito carinhosas desse local”, diz o presidente da instituição, Gabriel Viégas Neto.

Presidente do Mercado Central e presidente do BDMG
Presidente do Mercado Central, Geraldo Campos, e presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto | Foto: Divulgação / BDMG

Segundo Viégas Neto, o BDMG atua, entre outras frentes, no financiamento de empreendimentos turísticos, setor considerado importante para a economia mineira. “Essa operação com o Mercado demonstra o potencial de transformação de um crédito quando ele é acessível à realidade do negócio. Para o BDMG é um orgulho contribuir para o crescimento desse cartão-postal”, afirma.

De acordo com o presidente do Mercado Central, Geraldo Campos, o financiamento permitirá ampliar a capacidade elétrica instalada e substituir quadros elétricos e transformadores por equipamentos mais potentes e seguros.

Campos explica que a capacidade da subestação de energia será dobrada, o que permitirá atender melhor comerciantes e visitantes. “A demanda por energia vem aumentando ao longo do tempo e esse aumento da capacidade se faz necessário para melhorarmos nosso atendimento e garantir as demandas futuras que estão vindo por aí, como os carros elétricos e as inovações que sempre demandam mais uso de energia”, detalha.

A última modernização da rede elétrica do Mercado Central ocorreu há mais de duas décadas, segundo Campos. “Os últimos investimentos na rede elétrica no Mercado ocorreram há 23 anos”, pontua.

As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2027 e têm como objetivo adequar a infraestrutura à demanda atual e preparar o Mercado Central para atender às necessidades futuras de lojistas e visitantes.

“O Mercado cresceu muito. As lojas passaram a utilizar mais refrigeradores, pequenos aparelhos de ar-condicionado, e o próprio Mercado instalou 90 climatizadores de ar para dar mais conforto aos visitantes”, completa Campos.

Atualmente, a infraestrutura elétrica do Mercado Central não comporta, por exemplo, a instalação de um ponto de recarga para veículos elétricos. “Isso pode acontecer no futuro após a conclusão das mudanças”, conclui.

Sobre o autor

Juliana Sodré

Repórter do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, com especialização em Imagens e Culturas Midiáticas pela UFMG.


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