Metrô BH terá sistema fotovoltaico para abastecer estações da Linha 1
O Grupo Comporte, responsável pela operação da concessionária Metrô BH, trabalha na instalação de um complexo de usinas fotovoltaicas com mais de 7 mil painéis solares. O sistema, que chegou a ser orçado em R$ 15 milhões em abril de 2024, deverá ser concluído em junho deste ano ao custo atualizado de R$ 16 milhões. Com 2,65 megawatts (Mw) de potência instalada e capacidade de gerar 5,22 mil megawatts-hora (MWh) em um ano, o parque fotovoltaico vai abastecer a Linha 1 do modal, que vai das estações Novo Eldorado até a Vilarinho.
A construção do complexo, iniciada em agosto de 2024, está dividida em três etapas. Segundo o engenheiro de implantação de sistemas da empresa, Quiñonez Souza de Jesus, na primeira parte, 144 usinas solares foram edificadas na Estação Santa Inês. Juntas, elas têm cerca de 75 quilowatts (kW) de potência instalada.
“Essa instalação já é suficiente para realizar todo suprimento da estação”, garante. Desde essa implantação, conforme a concessionária, foram geradas 66 mil kW/h, o que equivale a aproximadamente 40 residências alimentadas por ano. Além disso, a operação está deixando de emitir cerca de 8 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), correspondentes a 33 árvores plantadas, no período.
Na segunda etapa, o projeto caminha para encerrar a implantação de mais 2.110 módulos solares, que estão sendo executados no Pátio São Gabriel, unidade de manutenção do sistema metroviário, com potência instalada de 975 kW. Por fim, a terceira e última fase fará o lançamento de mais 5 mil painéis em solo, também no pátio de manutenção do São Gabriel.
A expectativa, segundo a empresa, é finalizar todo o projeto de implantação do sistema no mês de junho deste ano. Com isso, os painéis solares de Santa Inês e São Gabriel deverão alimentar todas as estações da Linha 1, desde a Estação Vilarinho até a Estação Novo Eldorado, em Contagem, na Grande BH.
O Diário do Comércio questionou a concessionária se há estudos para a construção de parque fotovoltaico para atender a Linha 2, entre Nova Suíça e Barreiro, e aguarda retorno. Essa segunda linha está prevista para ser inaugurada até 2028.
Energia gerada também será utilizada em residências

O excedente gerado pelo sistema fotovoltaico da Linha 1 será destinado à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A estatal medirá e calculará o consumo e o montante injetado na rede da Cemig para gerar créditos à Metrô BH. Esses valores serão utilizados no abatimento do que foi consumido dentro das estações.
“Com os 900kW de potência instalada, nós conseguimos suprir a demanda necessária para as outras oficinas de trens e outra parte é enviada para a concessionária e, assim, é gerado os créditos que serão utilizados para abater nas estações da Linha 1”, explica.
Souza ainda esclarece que os créditos gerados também poderão abastecer as residências próximas ao Pátio São Gabriel com energia limpa. Desde a implantação do projeto, em 2024, cerca de 380 residências na Capital foram atendidas por meio desse sistema de crédito.
O engenheiro estima que, após a finalização do projeto de instalação dos painéis fotovoltaicos, o sistema passará a contar com uma potência instalada total de 2,65 Mw e se tornará um dos maiores fornecedores de energia solar da capital mineira.
De acordo com Quiñonez, os 5,22 mil MWh gerados em um ano são suficientes para abastecer 2,8 mil residências nesse período, com impacto ambiental semelhante a 47 mil árvores plantadas, o equivalente a 469 toneladas de CO2 que deixarão de ser emitidas na atmosfera. “Isso é proveniente da alimentação de energia limpa, que está totalmente atrelada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) 7, que é a energia limpa e acessível para todos”, conclui.
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