Minas Gerais se destaca com 9 municípios entre as 100 maiores arrecadações de tributos do País
Com crescimento econômico cada vez mais descentralizado, Minas Gerais se destacou com nove municípios entre as 100 maiores arrecadações de tributos do País. Com R$ 54,7 bilhões recolhidos em 2024, Belo Horizonte figurou na quarta posição nacional, enquanto Extrema, no Sul de Minas, conquistou uma das maiores arrecadações per capita do Brasil.
Os dados constam em estudo recente realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). O ranking ainda conta com a presença de Uberlândia, Contagem, Betim, Araxá, Juiz de Fora, Uberaba e Nova Lima.
O presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, explica que, embora os recursos não necessariamente fiquem na região, o indicador é encarado como um importante termômetro de desenvolvimento. “Ele pode refletir a força industrial e comercial estadual, além da maior concentração populacional e de atividades econômicas em termos de atração de empresas e geração de empregos”, pontua.
Os resultados de Belo Horizonte, segundo ele, mostram que a cidade segue relevante em nível estadual, figurando como um importante polo de empresas. “A cidade está gerando arrecadação e a tendência é de crescimento contínuo”, avalia.
Já Extrema se destacou no cruzamento dos dados de arrecadação (R$ 4,63 bilhões) com os valores per capita, totalizando R$ 83.685. O município, com quase 60 mil habitantes, segue como um dos principais polos de atração de empresas no Estado, especialmente no segmento logístico.
Segundo o dirigente, os dados indicam que as empresas instaladas na cidade recolhem tributos de forma significativa, o que faz com que a região de pequeno porte tenha receitas comparáveis às de municípios muito maiores. “Esse movimento é impulsionado pela atração de investimentos, disponibilidade de áreas estratégicas, benefícios fiscais e infraestrutura adequada, fatores que estimulam a instalação de empresas e ampliam a arrecadação local”, acrescenta.
Apesar do cenário favorável para os próximos anos, a consolidação da reforma tributária, prevista para ocorrer a partir de 2033, deve mudar a dinâmica desses resultados. O dirigente explica que, após esse período, o tributo deve se concentrar no estado de destino, e não mais no local de produção.
“A reforma tributária amplia mecanismos de equalização e compensação, o que tende a reduzir desigualdades regionais”, comenta Olenike.
Com a força de São Paulo, mais de 50% da arrecadação nacional está concentrada no Sudeste
No País, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) figuraram no top 3 maiores arrecadações de tributos. A capital paulista soma R$ 581 bilhões arrecadados, correspondendo sozinha por 29,72% do total arrecadado pelos 100 municípios e 23,06% do montante nacional.
Dentre os estados com maior presença no ranking, São Paulo lidera com 36 municípios, seguido por Santa Catarina (12 municípios), Minas Gerais (nove municípios), além do Rio Grande do Sul e Paraná, com sete municípios cada.
“A análise do ranking dos 100 municípios mais bem colocados em arrecadação tributária em 2024 revela uma concentração significativa nas regiões Sul e Sudeste, especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Sudeste representa 53% e o Sul 26%, atingindo a expressiva marca de 79% do total arrecadado”, ressalta Olenike.
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