Economia

Carnaval em casa: quase 90% dos mineiros pretendem passar o feriado na própria cidade

Cerca de 88% da população prefere evitar viagens longas durante a folia, aponta levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais
Carnaval em casa: quase 90% dos mineiros pretendem passar o feriado na própria cidade
Crédito: Neno Vianna / Barroco Press

A grande maioria dos mineiros não deve sair da própria cidade neste Carnaval. É o que mostra um levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), que revelou que 88,2% dos mineiros não devem viajar para outros municípios.

Entre os entrevistados que planejam viajar, o deslocamento tende a ocorrer dentro do território mineiro. Segundo a pesquisa, 9,8% afirmam que irão para outra cidade em Minas Gerais, enquanto apenas 2,0% planejam sair do Estado durante o feriado.

Para o economista da FCDL-MG, Vinícius Carlos Silva, os dados refletem uma combinação entre investimentos públicos e o fortalecimento do calendário local. Segundo ele, a ampliação da programação carnavalesca nos municípios tem contribuído para reter o público e estimular a economia regional. “Os resultados refletem os investimentos feitos pelo Estado e pelos municípios para proporcionar a melhor experiência possível aos foliões, fortalecendo a economia e a vocação turística de Minas”, afirma.

A pesquisa também identificou que o principal fator na escolha do local para passar o carnaval é a possibilidade de descanso. Essa motivação foi citada por 59,7% dos entrevistados. Outros critérios apontados foram a busca por diversão, com 16,1%, o preço, com 14,5%, e oportunidades específicas, com 9,7%.

Segundo a FCDL-MG, a permanência nas cidades de origem está associada à ampliação da oferta de eventos. O levantamento mostra que 84,3% dos municípios mineiros realizam programações voltadas ao Carnaval, o que amplia as alternativas locais para a população. Para Vinícius Carlos Silva, esse cenário permite conciliar descanso e participação na folia. “A permanência na própria cidade possibilita aliar descanso e atividades carnavalescas, considerando a ampla oferta de eventos nos municípios”, diz.

Gasto médio estimado

No consumo, o gasto médio estimado para o período é de R$ 452,18. Os principais gastos indicados pelos entrevistados são:

  • Bebidas: com 26,7% das intenções de compra
  • Acessórios carnavalescos: com 13,3% das intenções de compra
  • Fantasias: com 3,3% das intenções de compra

Apesar disso, mais da metade dos entrevistados, 56,7%, informou que não pretende adquirir itens específicos para o Carnaval.

Para a entidade, o impacto econômico do período vai além do comércio de bens. A FCDL-MG avalia que o Carnaval movimenta toda a cadeia de serviços, incluindo turismo, alimentação, transporte e entretenimento. “A data não foca apenas em bens de consumo, mas em toda a cadeia produtiva, criando oportunidades para o comércio e os serviços com ofertas acessíveis e alinhadas ao perfil de quem permanece na própria cidade”, afirma o economista.

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