MRV&Co bate recorde de vendas no 3º trimestre, apesar da greve da Caixa

Companhia registrou alta de 29,6% nas vendas e produção de 11,3 mil unidades; greve da Caixa afetou repasses de financiamentos, mas não as comercializações
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
MRV&Co bate recorde de vendas no 3º trimestre, apesar da greve da Caixa
Foto: MRV&Co/ Divulgação

A MRV&Co registrou R$ 3,04 bilhões em vendas no terceiro trimestre de 2026, conforme prévia operacional divulgada pela companhia. O montante representa crescimento de 29,6% em relação ao mesmo período de 2025 e um recorde de vendas para o terceiro trimestre. Nem mesmo a greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, em setembro, afetou as comercializações, segundo a empresa.

A paralisação, porém, afetou os repasses dos financiamentos, com impacto negativo estimado em R$ 80 milhões na geração de caixa trimestral da empresa. Ainda assim, a companhia registrou geração de caixa de R$ 456 milhões, revertendo a queima de R$ 23,4 milhões observada no mesmo período de 2025. “O principal impacto não foi nas vendas, mas sim nos repasses”, afirma o diretor de relações com investidores da MRV&Co, Augusto Andrade. O executivo espera que os valores represados sejam liberados ao longo dos próximos meses.

De acordo com a prévia operacional, o tíquete médio das vendas também aumentou, chegando a R$ 276 mil, alta de 3,1% na comparação anual. Andrade atribui o avanço à política de reajuste de preços da companhia, adotada para acompanhar a inflação dos custos e preservar as margens.

“O aumento do tíquete foi dentro do esperado e é fruto da inflação que a gente percebe nos custos. Ela tem que ser compensada no preço mensalmente”, explicou. O executivo também destaca que mudanças no perfil dos produtos e na distribuição geográfica das vendas, que variam de um trimestre para outro, influenciam o valor médio.

Produção e lançamentos também batem recordes

A produção também atingiu recorde no terceiro trimestre, com 11,3 mil unidades entre julho e setembro, crescimento de 2,7% em relação às 11 mil unidades produzidas no mesmo período de 2025.

Segundo Andrade, o volume produzido reforça a perspectiva de receitas futuras, diante da elevada demanda habitacional e de um programa Minha Casa, Minha Vida que o executivo considera maduro e robusto. “A demanda é estrutural e crescente. A gente vê mais famílias sendo formadas do que unidades habitacionais sendo construídas. O déficit habitacional é enorme, infelizmente”, disse.

Os lançamentos da empresa também cresceram e somaram R$ 2,64 bilhões no terceiro trimestre, alta de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas avançaram 15,2%, enquanto a velocidade de vendas (VSO) passou de 46% para 48,4%, aumento de 2,4 pontos percentuais.

O diretor atribui parte dos resultados positivos aos investimentos da companhia na estrutura comercial e em tecnologia. “Os investimentos que temos feito estão começando a dar frutos”, afirmou Andrade.

Segundo ele, a empresa vem ampliando suas equipes de vendas desde o ano passado, com contratações, treinamentos e adoção de sistemas de inteligência artificial e aprendizado para aprimorar a gestão dos clientes. A companhia recebe mais de 100 mil leads por mês, e o executivo avalia que a gestão eficiente desses potenciais clientes tem contribuído para os resultados.

Sobre o autor

Juliana Sodré

Repórter do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, com especialização em Imagens e Culturas Midiáticas pela UFMG.


Publicidade Legal

Impresso

Ver outras datas

Digital

Ver outras datas
Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas

Acessos importantes

Conteúdo Especial
Conectados 60+: os desafios e as oportunidades da inclusão digital na terceira idade