PBH diz que lei não impede pagamento em dinheiro nos ônibus

Intenção de medida, entretanto, é que, no longo prazo, compra de bilhetes em dinheiro na Capital caia em desuso
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PBH diz que lei não impede pagamento em dinheiro nos ônibus
Foto: Charles Silva Duarte/ Arquivo / Diário do Comércio

Depois de muita polêmica gerada com a aprovação do projeto de lei que extinguia o pagamento em dinheiro nos ônibus da capital mineira, a Prefeitura de Belo Horizonte divulgou, nesta terça-feira, uma nota esclarecendo que a nova Lei de número 11.459 não irá proibir a modalidade. A proposta publicada no último sábado é de autoria do vereador Gabriel Azevedo (sem partido), apresentada em conjunto com outros 16 vereadores, e engloba um projeto de melhoria de mobilidade urbana.

Segundo os vereadores que assinaram o PL, o sistema atual de cobrança estimula a superlotação no transporte público e afeta linhas de ônibus consideradas pouco lucrativas. Por isso, o intuito seria atualizar tecnologicamente o sistema para sanar os problemas.

A ideia do projeto, portanto, era a extinção do pagamento em dinheiro no transporte público na Capital e implantação de uma nova forma de pagamento através do uso do cartão com aproximação, QR Code e cartões recarregáveis.

Agora, a nova regulamentação prevê que os passageiros utilizem cartões de crédito e débito, QR Code, PIX e cartão BHBus para diminuir o uso de dinheiro físico até eliminar a utilização.

A PBH declarou que “o objetivo da lei é proporcionar melhorias, avanços tecnológicos e novas opções de pagamento da tarifa do transporte coletivo”, já que o intuito é agilizar as operações de embarque de passageiros nos ônibus.

O projeto também prevê que a mudança passe a garantir mais segurança aos motoristas e passageiros, além de possibilitar um controle melhor dos dados do transporte coletivo na Capital.

A Prefeitura terminou a nota dizendo que “A nova lei estabelece que as concessionárias terão que apresentar um projeto-piloto do sistema de bilhetagem eletrônica, num prazo de 90 dias. Após essa apresentação, a PBH regulamentará a implantação das melhorias do serviço”.

*Estagiária sob supervisão da edição.

Sobre o autor

Giulia Simmons

Produtora multimídia do Diário do Comércio desde 2024. Graduada em jornalismo pelo Centro Universitário UNA.


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