Economia

Produção da Kinross em Paracatu cresce 13,8% em 2025 e supera 600 mil onças de ouro

Dados fazem parte do balanço divulgado pelo grupo canadense nesta semana
Produção da Kinross em Paracatu cresce 13,8% em 2025 e supera 600 mil onças de ouro
A Kinross produziu 601,3 mil onças de ouro em Paracatu no ano passado | Foto: Divulgação Kinross

A Kinross Gold registrou uma produção de 601,3 mil onças de ouro em 2025 em Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. Em comparação a 2024, o volume aumentou 13,8%.

Os dados constam no balanço divulgado pelo grupo canadense nesta semana. De acordo com o relatório, o volume subiu em razão de teores mais elevados planejados, maiores taxas de recuperação e do cronograma de processamento das onças na planta.

Pela oitava vez consecutiva, a Kinross produziu no ano mais de 500 mil onças do metal no município mineiro. A empresa começou a operar na localidade em 2005, sendo responsável pela maior mina de ouro do Brasil, a Morro de Ouro, com extração a céu aberto, além de uma usina de beneficiamento e áreas para armazenamento de rejeitos.

Somente nos últimos três meses do ano passado, a produção da mineradora no Estado totalizou 155 mil onças. Foi o resultado mais forte entre os quatro trimestres e representou um crescimento de 25,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

As vendas do grupo em Minas Gerais também subiram. Foram comercializadas 600,1 mil onças de ouro no acumulado de 2025, com alta de 13,6% no confronto com 2024, e 154,6 mil onças de outubro a dezembro, o que representa um avanço interanual de 24%.

Balanço global da mineradora canadense

Apesar da performance positiva em Paracatu, a produção e as vendas globais da Kinross Gold, que abrangem operações na Mauritânia, Chile e Estados Unidos, caíram no ano passado. O grupo produziu no total 2 milhões de onças do metal, com recuo anual de 5,4%, e também vendeu 2s milhões de onças de ouro, com baixa de 5,3%.

Por outro lado, o lucro líquido da mineradora chegou a US$ 2,4 bilhões e aumentou 151,9%. A receita cresceu 36,9%, para US$ 7,1 bilhões, em razão, principalmente, do aumento de 43% do preço médio realizado do ouro, que foi de US$ 3.423 a onça. E a margem por onça equivalente de ouro vendida subiu 66%, somando US$ 2.283.

O CEO da Kinross, J. Paul Rollinson, classificou 2025 como um ano excelente para a companhia. “Mais uma vez, atingimos nossas metas, obtivemos margens robustas e geramos um fluxo de caixa livre recorde de US$ 2,5 bilhões, um aumento de 85% em relação ao ano anterior”, destaca em trecho do documento.

Despesas maiores em 2026, incluindo US$ 235 milhões em Paracatu

Segundo o executivo, a Kinross está em forte ritmo para 2026. A empresa projeta mais um ano com produção de 2 milhões de onças de ouro, sendo 600 mil em Minas Gerais.

Após registrar US$ 1,2 bilhão em despesas de capital atribuíveis no ano passado, incluindo US$ 189 milhões na operação mineira, a companhia também prevê valores maiores neste ano. A estimativa é de que sejam gastos US$ 1,5 bilhão globalmente e US$ 235 milhões em Paracatu – o que engloba, por exemplo, US$ 95 milhões em equipamentos, US$ 25 milhões nas instalações fabris e US$ 55 milhões nas instalações de rejeitos.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas