Economia

Renegociação de dívidas em Minas Gerais chega a R$ 14 mi

Somente na primeira semana de lançamento do Desenrola, pelo Governo Federal, 27.425 acordos foram realizados no Estado
Renegociação de dívidas em Minas Gerais chega a R$ 14 mi
A instituição fechou 19.973 acordos entre os dias 17 e 23 de julho, alta expressiva sobre a semana anterior | Crédito: Alessandro Carvalho

Minas Gerais tem se destacado com números expressivos no Desenrola Brasil, programa do governo federal destinado à renegociação de dívidas, iniciado oficialmente na semana passada. Na mesma semana, que compreendeu o intervalo de 17 a 23 de julho, apenas o Grupo Recovery, empresa do Banco Itaú, realizou 27.425 acordos, totalizando a renegociação de R$ 14 milhões em dívidas no Estado.

O resultado demonstra um aumento significativo no interesse dos mineiros em buscar soluções para suas dívidas e reverter sua situação financeira. Antes mesmo de iniciar o programa, Minas vinha monitorando o volume de renegociações.

A título de comparação, os dados solicitados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO indicam que entre 3 e 9 de julho, foram realizados 19.973 acordos. Na semana seguinte, de 10 a 16 de julho, foi constatada uma queda de 5% no volume de acordos com 18.990 renegociações. Já com o lançamento e propagação do programa, as renegociações tiveram um salto de 44% no Estado.

Interesse

A diretora de Produtos B2C, Marketing e Atendimento ao Cliente da Recovery, Marcela Gaiato Martins, ressalta a importância de continuar renegociando dívidas, sempre levando em consideração a capacidade financeira de cada pessoa.

Ela diz que é fundamental cumprir com o pagamento acordado, a fim de aproveitar as condições especiais negociadas e restabelecer a reputação financeira.

“Estes números apontados pelo levantamento demonstram um aumento representativo no interesse da população em quitar suas dívidas do passado. Em 25 anos de atuação no mercado de securitização, esse foi o dia que fizemos mais acordos na nossa história”, disse.

Na prática, os créditos estimados que podem ser empregados na renegociação dessas dívidas somam cerca de R$ 50 bilhões. Essa vantagem não contará com a segurança do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Como forma de fomentar as renegociações, o governo disponibiliza às instituições financeiras um estímulo regulamentar para ampliar a disponibilidade de crédito.

Desenrola

Conforme já publicado, lançado com o objetivo de renegociar dívidas das famílias e limpar nomes em cadastros de inadimplentes, o programa está em sua primeira fase, que não conta com garantia com recursos do governo.

As renegociações são feitas diretamente entre clientes com renda mensal de até R$ 20 mil e bancos, que recebem um benefício fiscal como forma de incentivo. Não há limite de valor para as dívidas. Também nessa primeira etapa, dívidas de até R$ 100 deixarão de negativar os nomes dos devedores, mesmo ainda existindo o débito.

Na segunda fase, prevista para setembro, serão renegociadas dívidas de até R$ 5.000 de pessoas com renda de até dois salários mínimos. Nesse caso, haverá oferecimento de garantia com recursos do governo. (Com informações da Folhapress)

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