Retração da indústria brasileira se aprofunda em agosto com quedas de produção e novos negócios, mostra PMI
A retração da atividade no setor industrial do Brasil se intensificou em agosto, com a produção e os novos negócios registrando as maiores quedas desde abril de 2023, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta terça-feira.
O PMI da indústria, compilado pela S&P Global, caiu em agosto para 46,3, de 47,5 em julho, indicando a segunda deterioração mensal consecutiva e a contração mais acentuada em 40 meses. A marca de 50 separa crescimento de retração.
“Os próximos meses parecem desafiadores, com os fabricantes enfrentando incertezas relacionadas às eleições presidenciais, condições frágeis de demanda e tensões geopolíticas globais contínuas”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.
Os dados da pesquisa apontaram para um enfraquecimento generalizado da demanda, com as empresas relatando vendas mais baixas, concorrência acirrada, relutância dos clientes em se comprometer com novos projetos e desafios contínuos nos setores agrícola e automotivo.
A produção caiu pelo quarto mês consecutivo, com os participantes da pesquisa citando redução no volume de pedidos, retração da demanda, pressões sobre os custos e incerteza geopolítica.
O volume de novos negócios diminuiu pelo 17º mês consecutivo, com a taxa de contração acelerando em relação a julho. Segundo a pesquisa, ficaram evidentes reduções entre os produtores de bens de consumo, bens intermediários e bens de investimento.
Os novos pedidos para exportação industrial diminuíram pelo quarto mês seguido e no ritmo mais intenso em pouco mais de três anos e meio. Os participantes da pesquisa observaram queda nas vendas para a Argentina e os Estados Unidos, em particular.
A demanda mais fraca afetou o número de funcionários e a capacidade produtiva na indústria. O emprego caiu pelo segundo mês consecutivo e na maior proporção desde outubro de 2025, com as empresas citando medidas de controle de custos, demanda moderada, condições de mercado difíceis e, em alguns casos, escassez de candidatos adequados.
A inflação dos custos de insumos e dos preços de venda continuou desacelerando pelo quarto mês seguido em agosto, recuando dos recentes picos registrados em abril e atingindo os níveis mais baixos desde fevereiro. As empresas que aumentaram seus preços citaram o repasse dos custos mais elevados aos clientes.
Os fabricantes brasileiros permaneceram otimistas em relação às perspectivas para o próximo ano, embora a confiança tenha diminuído em relação a julho. Quase 61% das empresas esperam que a produção aumente nos próximos 12 meses, enquanto apenas 3% preveem queda. A confiança foi sustentada por expectativas de condições econômicas melhores após as eleições presidenciais, investimentos em tecnologia, ganhos de produtividade, lançamentos de novos produtos e parcerias comerciais.
Conteúdo distribuído por Reuters
Publicidade Legal
Impresso
Ver outras datasDigital
- EDITAL DE CONVOCAÇÃO - ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA CAPANEMA EDIFICACOES E LOCACOES DE IMOVEIS PROPRIOS S.A
- ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 17 DE SETEMBRO DE 2026 CONCESSIONARIA DE RODOVIA NOVA 381 S.A.
- AVISO LIGAS DE ALUMINIO SA LIASA
- ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 05 DE OUTUBRO DE 2026 MOTA-ENGIL BRASIL S/A
- ATA DA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 28 DE JULHO DE 2026 POTTENCIAL SEGURADORA S.A
Ouça a rádio de Minas