Economia

Empresa de Contagem leva produção aos EUA e mira crescimento até 2030

Movimento reforça estratégia global da companhia, que já destina 70% da produção ao exterior
Empresa de Contagem leva produção aos EUA e mira crescimento até 2030
Tsea, com sede e fábrica em Contagem, além de Betim e Curitiba, tem mais de 70% do volume total produzido destinado ao mercado externo | Foto: Divulgação Tsea Energia

A mineira Tsea Energia vai investir US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 130 milhões) para expandir a operação do negócio aos Estados Unidos, principal mercado internacional da marca. A nova fábrica, em Eden, na Carolina do Norte é a primeira fora do País e atenderá à crescente demanda dos norte-americanos por reguladores de tensões.

A companhia projeta iniciar a produção no 4º trimestre deste ano, e, até 2030, alcançar 4.500 unidades anuais do produto em plena operação, mais que dobrando a capacidade produtiva no segmento. As informações foram reveladas pelo COO da Unidade de Negócios de Reguladores de Tensão da Tsea, Mauricio Machado, em entrevista ao Diário do Comércio.

Segundo o executivo, o movimento marca um passo estratégico para empresa em direção a novos mercados no exterior. “Mais de 70% do volume total produzido pela Tsea Energia é destinado ao mercado externo, tendo como principal cliente os Estados Unidos”, pontua.

Atualmente, a empresa atende 40 concessionárias de energia em 30 estados no mercado estadunidense. A escolha por Carolina do Norte foi motivada por um conjunto mais competitivo de incentivos fiscais, além de melhores condições de empregabilidade e logística em comparação a outras quatro localidades analisadas.

O investimento nos Estados Unidos também está atrelado a futuras oportunidades no território, já que as concessionárias de energia estão sofrendo pressão para modernizar o grid e o regulador de tensão é essencial para essa transformação. Segundo Machado, o equipamento produzido pela Tsea Energia é uma peça-chave nas redes de distribuição para estabilizar e ajustar os níveis de tensão ao longo de grandes trechos do sistema elétrico.

Com a entrada de novas fontes, como energia solar, baterias e veículos elétricos, a regulação de tensão se torna cada vez mais importante para lidar com um fluxo de energia mais dinâmico e complexo nas redes elétricas. “Na prática, o nosso equipamento atua como um nivelador, compensando variações e garantindo que a energia chegue com qualidade adequada ao consumidor final”, acrescenta o executivo.

Empresa vai apostar na integração de conhecimento entre profissionais de Contagem e Estados Unidos

A unidade, de 14,8 mil metros quadrados (m²), deve gerar aproximadamente 160 empregos. São esperadas oportunidades nas áreas de fabricação, engenharia, operações técnicas e administração da planta, impactando o desenvolvimento industrial e a força de trabalho da região.

Inicialmente, a Tsea Energia adotará um modelo de integração de conhecimento entre a nova unidade nos Estados Unidos e a principal fábrica da companhia no Brasil, localizada em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A estratégia é replicar o mesmo padrão de qualidade, ao mesmo tempo em que a operação norte-americana avança em pesquisa e desenvolvimento em parceria com grandes universidades.

“Um dos nossos pilares é o desenvolvimento dos colaboradores, incluindo os brasileiros. A ideia é que o know-how adquirido nos Estados Unidos retorne para Contagem, fortalecendo as operações no Brasil”, destaca Machado.

Com investimento internacional, aportes em infraestrutura ampliam para R$ 850 milhões

Para o futuro, a expectativa é que, com a consolidação da operação nos Estados Unidos, a Tsea Energia avance na abertura de novos mercados para a produção de Contagem. “Os reguladores de tensão fabricados no País deverão atender tanto ao mercado doméstico quanto à América Latina”.

Com a operação nos Estados Unidos, o volume de investimentos em novas operações, inicialmente estimado em R$ 700 milhões, se aproxima agora de R$ 850 milhões. No Brasil, a unidade da Tsea Energia em Contagem prevê duplicar a capacidade de produção fabril na cidade. A expansão já foi iniciada e deve ser totalmente concluída entre o quarto trimestre de 2028 e o primeiro de 2029.

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