Economia

Vale, Anglo American e CSN lideram pagamentos da Cfem em Minas Gerais

Vale, Anglo American e CSN pagaram R$ 2,3 bilhões dos R$ 3,6 bilhões arrecadados no Estado no ano passado, aponta a ANM
Vale, Anglo American e CSN lideram pagamentos da Cfem em Minas Gerais
Com crescimento de 6,7% na produção de minério de ferro em 2025, a Vale recolheu R$ 1,5 bilhão de Cfem, valor 1,6% superior ao registrado no ano anterior | Foto: Divulgação Vale

Cerca de um a cada três reais recolhidos de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) em Minas Gerais em 2025 vieram da Vale, Anglo American e CSN Mineração, conforme dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). Juntas, as empresas responderam por R$ 2,3 bilhões (68,7%) dos R$ 3,6 bilhões arrecadados.

Somente a Vale foi responsável por pagar R$ 1,5 bilhão, valor que superou em 1,6% o registrado em 2024. No ano passado, a produção da mineradora nas operações no Estado chegou a 134,7 milhões de toneladas (t) de minério de ferro, com alta anual de 6,7%, resultado que sustentou a retomada da liderança global da companhia no segmento.

Por sua vez, a Anglo American efetuou pagamentos que totalizam R$ 424,9 milhões, superando em 7,7% a cifra do ano anterior. Em 2025, a mineradora apresentou mais um desempenho consistente no Sistema Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro, com 25 milhões/t de minério de ferro produzidas, embora o volume tenha diminuído 1% ante 2024.

Já a CSN Mineração pagou R$ 353,4 milhões, montante 4% menor que o de 2024. A mineradora ainda não divulgou quanto produziu no Complexo Casa de Pedra, em Congonhas, no ano passado, mas, nos três primeiros trimestres, o resultado avançou 8,7%, para 33,7 milhões/t de minério de ferro – considerando também as compras de terceiros.

Kinross e Samarco fecham o top cinco

Ainda na lista de maiores pagadoras de royalties da mineração, a Kinross Mineração figurou no quarto lugar, com R$ 163,7 milhões recolhidos em Minas Gerais em 2025, valor 67,4% maior que o do ano anterior. Na quinta posição ficou a Samarco Mineração, com R$ 152,2 milhões, cifra que equivale a um crescimento anual de 81,4%.

No caso da Kinross, a empresa também não publicou os resultados consolidados do ano passado. No entanto, nos primeiros nove meses, a produção da mineradora em Paracatu, no Noroeste do Estado, subiu 10,3%, para 446,3 mil onças de ouro.

Quanto à Samarco, que opera em Mariana, o Complexo Germano, o volume produzido em 2025 chegou a 15,1 milhões/t de pelotas e finos de minério de ferro, alta de 55% em comparação a 2024. Com o forte desempenho, a mineradora bateu recorde, alcançando o melhor resultado desde que retomou as operações em dezembro de 2020 – a companhia ficou cinco anos sem atividades por consequência do rompimento da barragem de Fundão.

As demais mineradoras na lista das dez primeiras

Em um recorte mais amplo, levando em consideração as mineradoras que responderam pelos dez maiores valores arrecadados de Cfem em Minas Gerais em 2025, também ficaram na lista a AngloGold Ashanti, em sexto lugar, a Mineração Usiminas (7º), a Vallourec (8º), a Mosaic Fertilizantes (9º) e a Ferro+ Mineração (10º).

A produtora de ouro AngloGold Ashanti pagou R$ 79 milhões, montante 63,4% superior ao de 2024. As empresas que produzem minério de ferro, Mineração Usiminas, Vallourec e Ferro+ Mineração, pagaram, respectivamente, R$ 78,9 milhões (+8%), R$ 60,4 milhões (+22,4%) e R$ 46,9 milhões (+2,1%). Já a companhia que produz fosfato efetuou pagamentos que somaram R$ 51,7 milhões (+38,8%).

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