Zema assina decreto e deve lançar em breve Plano Ferroviário de Minas

Objetivo com medida é que a iniciativa privada atue em shortlines por meio de outorga emitida pelo Estado, com investimentos que podem chegar a R$ 26,7 bilhões
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Zema assina decreto e deve lançar em breve Plano Ferroviário de Minas
O transporte de cargas e passageiros poderá ser explorado pela iniciativa privada | Crédito: Gabriel Lordêllo

O governo do Estado lança, nas próximas semanas, o Plano Estratégico Ferroviário de Minas Gerais (PEF). Trata-se de um diagnóstico do sistema ferroviário mineiro, que lista um conjunto de projetos de transporte de cargas e de passageiros e propõe estratégias para atender às demandas do segmento e da população mineira. Os investimentos a partir do projeto podem chegar a R$ 26,7 bilhões em obras de construção de ferrovias, material rodante e instalações fixas nos 19 projetos pré-definidos, divididos em transporte de cargas e de passageiros.

Para isso, o governador Romeu Zema (Novo) assinou, nesta terça-feira, o decreto que regulamenta a Lei 23.748/2020 para a exploração da infraestrutura e de serviços das linhas ferroviárias de menor extensão, conectadas às vias férreas de maior alcance, também conhecidas como shortlines.

O objetivo é que a iniciativa privada atue nessas linhas por meio de outorga emitida pelo Estado. Isso será possível após legislação estadual ampliar a competência do Estado com relação ao modal ferroviário. Os contratos assinados entre empresas e governo para o transporte de cargas ou passageiros podem ter validade de 25 a 99 anos.

A estimativa é de geração de 373 mil empregos, divididos em 106 mil vagas diretamente relacionadas às obras de construção e às máquinas e 267 mil empregos que devem ser criados em outros setores da economia para atender a nova demanda promovida pela expansão das ferrovias. Também são previstos R$ 2,8 bilhões em arrecadação de impostos indiretos e o crescimento de 3,05% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais.

Para o governador, a regulamentação é um avanço que dará sustentabilidade para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais.

“O modal ferroviário é fundamental para que uma infraestrutura adequada atenda ao setor produtivo. Espero que o decreto resulte numa série de inaugurações de shortlines, um modelo de negócio que já se provou em outros países que é viável. Aqui não será diferente”, apostou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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