BDMG libera R$ 4,25 bilhões em crédito e se aproxima da meta anual

Financiamentos cresceram 29% até outubro, com destaque para micro e pequenas empresas e prefeituras mineiras
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BDMG libera R$ 4,25 bilhões em crédito e se aproxima da meta anual
Foto: Diário do Comércio/ Leonardo Morais

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) já liberou R$ 4,25 bilhões em crédito para empresas e municípios mineiros entre janeiro e 19 de outubro de 2026. O volume representa alta de 29% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os desembolsos somaram R$ 3,3 bilhões. Com o resultado, a instituição se aproxima da meta anual de R$ 4,4 bilhões, que poderá ser alcançada no fim de outubro ou no início de novembro.

Segundo o diretor comercial do BDMG, Rubens de Brito, o avanço reflete mudanças realizadas nos últimos anos na estratégia comercial, nos produtos e nos processos do banco, além da ampliação das fontes de recursos. “Estamos colhendo o fruto de tudo que fizemos nos últimos anos”, afirma.

O crescimento também se reflete na abrangência dos financiamentos. Até 19 de outubro, o banco atendeu mais de 7,5 mil empresas e prefeituras, alta de 58% na comparação anual, e realizou desembolsos para clientes de 577 municípios, crescimento de 13%. Além disso, 74% das cidades atendidas estão fora da região Central do Estado.

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As micro e pequenas empresas registraram o maior crescimento proporcional entre as carteiras, com alta de 89% e R$ 738,3 milhões em créditos liberados, ante R$ 390,1 milhões no mesmo intervalo de 2025. De acordo com Brito, o desempenho foi impulsionado, entre outros fatores, pela ampliação dos recursos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e dos fundos garantidores, que facilitam o acesso ao crédito. “Historicamente, a micro e pequena empresa é sempre muito demandante por crédito. O desafio desse setor é muito mais conseguir este acesso”, explica o diretor.

Rubens de Brito
Rubens de Brito, diretor comercial: avanço é fruto de mudanças | Foto: Divulgação BDMG

O agronegócio concentrou o maior volume de recursos, com R$ 1,99 bilhão liberado, alta de 14%. Já as médias e grandes empresas receberam R$ 1,19 bilhão, crescimento de 20%.

Os financiamentos às prefeituras também avançaram 89%, alcançando R$ 322 milhões e 166 municípios atendidos. Segundo Brito, o banco ampliou sua atuação em cidades maiores, com recursos destinados a projetos de saneamento e usinas fotovoltaicas, além de manter o apoio aos municípios de menor porte.

“Fizemos um corte para municípios entre 50mil e 70 mil habitantes e passamos a competir até com outros bancos. Era uma forma de conseguir ampliar nosso impacto. Quando eu faço uma obra de saneamento, quando eu faço uma obra de uma usina solar, eu estou impactando mais gente”, destaca.

Regionalmente, a região Central, incluindo a Região Metropolitana de Belo Horizonte, liderou os desembolsos, com R$ 1,1 bilhão, seguida pelo Triângulo Mineiro, com R$ 707 milhões; Sul de Minas, com R$ 596 milhões; e Alto Paranaíba, com R$ 412 milhões.

Sobre o autor

Juliana Sodré

Repórter do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, com especialização em Imagens e Culturas Midiáticas pela UFMG.


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