Violência financeira contra idosos: veja os sinais de alerta e como se proteger

Levantamento do Disque 100 aponta 59.134 denúncias em 2025; mulheres representaram 66% das vítimas, segundo os dados apresentados
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Violência financeira contra idosos: veja os sinais de alerta e como se proteger
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, a população com 60 anos ou mais ganha cada vez mais relevância na economia. Esse cenário também chama a atenção para um problema que afeta essa parcela da população: a violência financeira contra pessoas idosas.

Caracterizada pelo uso indevido de recursos financeiros, bens ou benefícios de pessoas idosas, essa forma de violência pode ser praticada tanto por pessoas próximas às vítimas quanto por criminosos que se aproveitam de situações de vulnerabilidade.

Dados do Disque 100, canal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, mostram que, em 2025, foram registradas 59.134 denúncias de violência patrimonial contra pessoas idosas em todo o País. Segundo o levantamento:

  • 66% das vítimas eram mulheres;
  • A faixa etária de 70 a 79 anos concentrou o maior número de registros.

Diante desse cenário, o gerente de análise e planejamento financeiro do Banco Mercantil, Sérgio Batista, destaca a importância de preservar a autonomia financeira das pessoas idosas. “Falar sobre violência patrimonial é uma forma de ampliar a conscientização e incentivar atitudes que contribuam para um envelhecimento mais seguro. A informação ajuda as pessoas a reconhecer riscos e a proteger seu patrimônio ao longo da vida”, afirma.

Como identificar sinais de violência financeira contra pessoas idosas

Segundo Batista, a violência financeira pode ocorrer de forma silenciosa e ser praticada até mesmo por pessoas próximas à vítima. Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Mudanças repentinas na administração do patrimônio;
  • Pedidos frequentes de dinheiro;
  • Pressão para tomar decisões financeiras;
  • Dificuldade para acessar ou compreender informações sobre os próprios recursos;
  • Alterações incomuns na rotina financeira da pessoa idosa.

Nos golpes financeiros, algumas das estratégias utilizadas por criminosos são:

  • Contatos de falsas centrais de atendimento;
  • Envio de mensagens com links fraudulentos;
  • Pedidos de atualização cadastral;
  • Ofertas de crédito enganosas.

“Criminosos costumam criar situações de urgência para pressionar a vítima a fornecer informações ou realizar transações. Sempre que houver dúvida, a recomendação é interromper o contato e procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira”, acrescenta Batista.

Como se proteger da violência financeira

Para reduzir o risco de violência financeira contra pessoas idosas, o especialista recomenda os seguintes cuidados:

  1. Acompanhar regularmente a movimentação da conta bancária;
  2. Proteger senhas e códigos de autenticação;
  3. Verificar a procedência de contatos recebidos por telefone ou aplicativos de mensagens;
  4. Buscar esclarecimentos antes de contratar qualquer produto financeiro;
  5. Comunicar imediatamente à instituição financeira qualquer movimentação ou atividade suspeita.

“A preservação do patrimônio também significa preservar a liberdade de escolha e a dignidade das pessoas. Família, sociedade e instituições têm um papel importante na construção de um ambiente mais seguro para o envelhecimento”, conclui Batista.

Colaborador

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Diego Costa


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