Política Economia

Imposto sobre bets vai pagar saúde de policiais federais no Brasil

Senado aprova MP que reserva fatia da arrecadação com bets ao fundo da Polícia Federal; texto segue para sanção de Lula

2 min de leitura
Agentes da CGU e policial federal de costas durante operação, em referência ao custeio de saúde com imposto sobre bets
Foto: CGU

Três por cento da arrecadação com apostas esportivas, as chamadas bets de quota fixa, serão repassados ao Funapol, fundo que custeia as atividades da Polícia Federal.

✅ Siga o nosso canal no WhatsApp

Esse é o teor da MP 1.348/2026, aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (8) e encaminhada à sanção presidencial após modificações no processo legislativo.

Antes da medida, o fundo recebia 0,5% de uma parcela conjunta equivalente a 12% da receita bruta das bets, já deduzidos tributos e premiações. Com a nova regra, 1% da arrecadação vai ao Funapol em 2026, sobe para 2% em 2027 e alcança 3% a partir de 2028.

Um aporte adicional está previsto para este ano. Recursos do Tesouro Nacional poderão ser direcionados ao fundo, com teto de R$ 200 milhões.

PRF e Polícia Penal Federal também podem ser incluídas

Os valores que antes chegavam à seguridade social têm novo destino. A saúde dos policiais federais passa a ser custeada com essa verba, benefício que o Ministério da Justiça pode estender aos servidores da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal Federal.

Além da saúde, a medida remove o teto que restringia outros tipos de gasto do fundo, abrindo espaço para reembolso de custos com saúde e retribuição por atividade extraordinária.

A tributação das bets também muda. A alíquota estava programada para subir de 12% para 15% de forma gradual, com 13% em 2026 e 14% em 2027. A legislação anterior reservava metade desse incremento a iniciativas de apoio a pessoas com dependência de jogos. Com a aprovação, o montante integral do aumento passa ao Funapol.

O fundo ainda pode captar recursos por outras vias. Entes federativos e organismos internacionais podem repassar verbas, desde que atreladas ao combate ao crime organizado. Contribuições de particulares e empresas, nacionais ou internacionais, também estão previstas.

Conteudos relacionados

Economia

REFIS 2026: moradores de Montes Claros podem negociar dívidas com até 100% de desconto em juros

Fachada da operadora Claro no JundiaíShopping, em Jundiaí

Economia

Procon-MG multa Claro em R$ 6,7 mi por cobrança indevida de apps na fatura

Fachada do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com letreiro Carlos Drummond de Andrade visível

Economia

Empresa mexicana assume aeroportos de BH em negócio bilionário