O preço da cesta básica em Montes Claros subiu 6,91% nos primeiros nove meses de 2026, segundo levantamento do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O valor dos 13 produtos que compõem a cesta passou de R$ 571,37 para R$ 610,87, um aumento de R$ 39,50 no período de janeiro a setembro, apesar da queda de 0,95% registrada em agosto.
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O custo de vida no município também subiu. O Índice de Preços ao Consumidor do Município de Montes Claros (IPC-Moc) registrou elevação de 0,61% em setembro, ante 0,19% em agosto, levando o acumulado do ano a 5,48%.
O que mais puxou a inflação em setembro
Os grupos Alimentação e Saúde e Cuidados Pessoais foram os que mais pesaram no resultado do mês. Só a categoria de Alimentação variou 1,35%, com contribuição de 0,39 ponto percentual para o índice geral.
Entre os itens com maior alta estão: palmito (4,84%), óleo de soja (4,42%), molho de pimenta (3,85%), açúcar (3,40%), ketchup (3,15%), macarrão talharim (2,74%), pudim em pó (2,72%), sopão (2,61%), farinha de milho (2,42%), bombons e balas (2,40%) e sucos em garrafa (1,04%).
Quanta a cesta básica em Montes Claros pesa no bolso do trabalhador
A cesta básica, considerando o valor dos 13 alimentos que a compõem, custa R$ 610,87 em setembro. Os itens em questão são: açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha, feijão, leite, manteiga, óleo (ou banha), pão e tomate.
Com o salário mínimo de R$ 1.621 em setembro, o trabalhador de Montes Claros precisou de 103 horas e 8 minutos de trabalho para custear a cesta básica em Montes Claros, o que representou 37,68% da remuneração mensal.
Após o gasto com a cesta, restaram R$ 1.010,13 para despesas como moradia, saúde, higiene, vestuário, transporte e lazer.