Minas Gerais lidera a nova atualização da “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Dos 82 empregadores acrescentados ao cadastro, 19 são do estado, envolvendo 209 trabalhadores resgatados pela Fiscalização do Trabalho.
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Os casos mineiros correspondem a quase um quarto das novas inclusões. Ao todo, os 82 registros distribuídos por 21 estados envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições identificadas pela fiscalização como análogas à escravidão.
A Bahia aparece na segunda posição, com oito empregadores incluídos. Amazonas e Maranhão tiveram seis novos registros cada. Já São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Piauí registraram quatro inclusões cada.
Quais atividades aparecem na Lista Suja
Entre os 82 empregadores adicionados ao cadastro nacional, 54 são pessoas físicas e 28 são empresas. A criação de bovinos para corte concentra oito ocorrências, seguida pelos serviços domésticos, com sete.
Também aparecem com frequência a produção de carvão vegetal e a produção de café, com seis registros cada, além da construção de edifícios, que soma cinco casos.
Em Minas Gerais, as principais atividades relacionadas às novas inclusões foram a produção de carvão vegetal e a produção de café, com cinco empregadores em cada segmento. O cultivo de batata aparece na sequência, com três registros.
Também foram incluídos empregadores ligados à extração de madeira em florestas plantadas, transporte rodoviário de carga, criação de bovinos para leite e para corte, serviços domésticos e hotéis, com um caso em cada atividade.
Como funciona a Lista Suja
O cadastro é atualizado pelo MTE a cada seis meses e reúne empregadores responsabilizados administrativamente após fiscalizações que identificaram trabalho análogo à escravidão. A inclusão não ocorre imediatamente após a fiscalização, pois é necessário que o processo administrativo seja concluído.
Durante o procedimento, os empregadores têm direito à defesa e podem recorrer em duas instâncias. Após a inclusão, o nome permanece na Lista Suja por dois anos.
Na atualização desta terça-feira, 151 empregadores deixaram o cadastro justamente por terem completado esse período de permanência.
Criada em 2003, a Lista Suja tem como finalidade dar publicidade aos resultados das ações de fiscalização. Segundo o MTE, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em operações realizadas no país desde 1995.