A Praça Sete pode virar a ‘Times Square’ de BH. O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte (CDPCM-BH) autorizou, por 8 votos a 3, a instalação de painéis de LED na área nessa quinta-feira (16). A votação abre caminho para que telões publicitários sejam fixados nas fachadas de três edifícios do entorno da praça.
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Os imóveis contemplados são o Edifício Helena Passig, o antigo Banco Mineiro de Produção, atual sede do P7 Criativo, e o Brasil Palace Hotel. Dos 16 conselheiros aptos a votar, apenas 3 rejeitaram a proposta.
A aprovação, porém, não garante instalação imediata. O projeto ainda depende de aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e da Subsecretaria de Regulação Urbana de BH. Sem essas duas aprovações, nenhuma estrutura pode ser erguida.
Painéis de LED na Praça Sete têm regras técnicas fixadas em lei
O prefeito Álvaro Damião (União Brasil) sancionou a Lei 11.828/2025 em março de 2025, criando a categoria de “áreas de promoção da cidade”. A norma limita a cobertura das fachadas a 30%, a espessura a 1,70 metro e a altura a, no máximo, 40 metros.
Em contrapartida, a Prefeitura garante 60 minutos diários de exibição sem custo, em inserções de 30 segundos. Imóveis tombados ou em área de proteção exigem aprovação dos órgãos de patrimônio antes de qualquer obra.
Até agora, a Praça Sete é o único ponto da capital com esse status especial.
Tombamento da Afonso Pena divide o colegiado
Parte do conselho vê risco de descaracterização do conjunto histórico. Em declaração ao G1, o conselheiro Flávio Carsalade, um dos três votos contrários, afirmou que “esta é uma decisão que não pensa no patrimônio”, citando o tombamento da Avenida Afonso Pena como conjunto paisagístico protegido.
Edwuirges Leal, representante do CAU-MG, também rejeitou a proposta. A conselheira defendeu que os recursos deveriam ir para melhorias de infraestrutura urbana e apoio aos comerciantes locais.
Do outro lado, Sistema Fecomércio e Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL) apoiam a iniciativa. Representantes do comércio local avaliam que os telões podem aumentar o fluxo de visitantes e o consumo no Centro de BH.