A Bridgestone está testando o pneu sem ar em vias públicas da cidade japonesa de Higashiomi. A tecnologia AirFree foi instalada em veículos elétricos e autônomos de pequeno porte, com raios de resina termoplástica reciclável substituindo a câmara de ar convencional.
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Os modelos em operação lembram carrinhos de golfe motorizados e são usados para transportar idosos. Cada percurso é previamente definido, e a velocidade máxima permitida é de 20 km/h.
Rotas curtas, baixa velocidade e veículos leves formam o cenário escolhido pela fabricante para medir como o material se comporta sob uso contínuo. O desempenho nessa fase definirá se o uso será ampliado a outras categorias de veículos.
Como funciona o pneu sem ar da Bridgestone
Diferente do convencional, o pneu AirFree não depende de pressão interna para operar. Raios azuis feitos em resina termoplástica reciclável são distribuídos internamente para absorver irregularidades do terreno e suportar o peso da estrutura.

Agora na terceira versão, a composição evoluiu para componentes mais maleáveis, com maior capacidade de amortecimento sem alterar a experiência a bordo. Ao final do ciclo de uso, a borracha da banda de rodagem e os raios podem ser reaproveitados ou reciclados integralmente.
Chegar aos carros de passeio convencionais exige resolver o comportamento do material em alta velocidade. Dissipação de calor, ruído de rolagem e estabilidade em curvas ainda não têm solução definida.
Michelin e Goodyear também estão na corrida
A Bridgestone não é a única fabricante nessa disputa. O Uptis, desenvolvido pela Michelin em parceria com a General Motors, já acumulou quase 3 milhões de quilômetros em testes reais com frotas da DHL em Singapura e dos Correios franceses. A Michelin não confirmou data de lançamento comercial.
A Goodyear projeta chegar ao mercado até 2030. Os protótipos já foram testados em velocidades de até 160 km/h com um Tesla Model 3.