Como o BI pode evitar erros de gestão e reduzir custos nas empresas
A atual conjuntura global, com mercados mais voláteis, operações cada vez mais integradas e um número elevado de informações, tornou a tomada de decisão ainda mais complexa por parte das empresas. Isso se intensifica quando o tempo de resposta se torna menor a cada dia. Diante disso, o uso correto do BI (Business Intelligence, ou Inteligência de Negócios) é fundamental para grandes empreendimentos.
“Hoje, as empresas até têm dados, mas não conseguem transformá-los em decisões práticas no ritmo que o mercado exige. O grande desafio não é tecnológico, mas de gestão da informação. Quando o dado não chega organizado, contextualizado e acessível, a decisão atrasa e o custo aparece rapidamente no resultado”, ressalta o CEO da HubCount, empresa brasileira de BI, Gabriel Capano.
O especialista destaca os principais benefícios do uso do BI pelas empresas:
Informação + tempo certo = qualidade da decisão
Quando há defasagem nas informações, a decisão pode ser comprometida. Isso pode custar caro para áreas como estoque, compras e contratações. Por isso, o uso do BI de forma integrada permite o acompanhamento contínuo de indicadores-chave, antecipando movimentos e corrigindo rotas antes que os impactos se tornem irreversíveis.
Impactos do uso incorreto dos dados pelas organizações
Em geral, as áreas mais sensíveis da operação sofrem com a falta de uma gestão de dados eficiente. Estoques mal dimensionados imobilizam capital e pressionam o caixa; compras feitas sem análise adequada reduzem margem; e decisões sobre pessoas, tomadas sem indicadores claros, geram retrabalho, sobrecarga ou ociosidade nas equipes.
“O BI conecta essas visões e permite entender o impacto real de cada escolha no resultado final da empresa”, afirma Capano.
Informação acessível acelera a empresa como um todo
As empresas mais ágeis são aquelas em que a informação circula com fluidez e chega a quem precisa decidir. Assim, o BI eficiente não é aquele que impressiona pela complexidade, mas o que traduz dados em linguagem de negócio.
Decidir no feeling amplia riscos e reduz previsibilidade
Apesar de a experiência do gestor continuar sendo relevante, ela não pode ser o fator decisivo. “O feeling faz parte da história de muitos empreendedores, mas precisa ser sustentado por dados. Sem isso, a decisão deixa de ser estratégica e passa a ser uma aposta, sem previsibilidade e sem controle de risco”, pontua o especialista.
Mais do que um relatório, o BI é uma ferramenta de decisão
O verdadeiro valor da ferramenta está em apoiar decisões concretas, orientando ações no presente e no futuro.
Melhores decisões aumentam a produtividade
Capano conclui que o impacto mais relevante do BI está na produtividade. Com decisões tomadas com mais clareza, a empresa reduz retrabalho, melhora a alocação de recursos e ganha eficiência operacional.
Colaborador
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