China propõe ‘dar pleno uso’ a mecanismos financeiros em conjunto com a UE

Ministro chinês defende multilateralismo e critica o unilateralismo e o protecionismo das cadeias globais de suprimentos
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China propõe ‘dar pleno uso’ a mecanismos financeiros em conjunto com a UE
Foto Reprodução Adobestock

O ministro das Finanças da China, Lan Foan, afirmou nesta sexta-feira (16) que Pequim está disposta a “dar pleno uso” ao diálogo financeiro com a União Europeia (UE) e a outros mecanismos bilaterais para aprofundar a coordenação macroeconômica e discutir melhorias na governança econômica global.

Segundo comunicado do ministério, Lan Foan se reuniu, a pedido do lado europeu, com o comissário europeu para Economia e Produtividade, Valdis Dombrovskis, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, e o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, em encontros realizados à margem das reuniões anuais do Banco Mundial e do FMI e da reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, em Bangkok, na Tailândia.

No diálogo, o ministro chinês defendeu “multilateralismo genuíno”, criticou o unilateralismo e o protecionismo e afirmou que a estabilidade das cadeias globais de suprimentos exige maior coordenação de políticas entre grandes economias.

Lan Foan também disse que os desequilíbrios globais têm causas estruturais e múltiplas – como a divisão internacional do trabalho e a influência de moedas dominantes – e pediu que o tema seja visto de forma “abrangente, objetiva e equilibrada”. Ele acrescentou que a China pretende reforçar a expansão da demanda doméstica durante o 15º Plano Quinquenal, ao mesmo tempo em que mantém a abertura para estrangeiros.

Do lado europeu, a UE reiterou que a China é um parceiro econômico importante e defendeu maior diálogo financeiro, com discussões sobre rebalanceamento global, concorrência justa e estabilidade econômica e financeira.

Em paralelo à agenda com autoridades europeias, Lan Foan também participou na quinta-feira (15) da 114ª reunião do Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial, em Bangcoc. No encontro, o ministro defendeu que a instituição amplie sua capacidade de financiamento com atuação contracíclica, acelere mecanismos para mobilizar capital privado e ajuste sua governança para ampliar a representatividade de países em desenvolvimento, além de ter realizado reunião bilateral com o presidente do Banco Mundial para tratar da cooperação com a China.

Conteúdo distribuído por Agência Estadão

Laís Adriana
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