Legislação

Câmara aprova em 1º turno PL que ‘moderniza’ desapropriação de imóveis em BH

De autoria da prefeitura, projeto visa 'beneficiar programas habitacionais de interesse social'
Câmara aprova em 1º turno PL que ‘moderniza’ desapropriação de imóveis em BH
Foto: Diário do Comércio/ Juliana Gontijo

A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou, com 38 votos, o Projeto de Lei (PL) do Executivo que cria o mecanismo da “desapropriação urbanística” na legislação de política urbana na Capital. A ratificação foi em primeiro turno e realizada nessa quinta-feira (12).

De acordo com a prefeitura, o PL 428/2025 busca alterar a Lei 11.216/2020, com o objetivo de dar “maior clareza e segurança jurídica” aos procedimentos de desapropriação de imóveis, detalhando regras e hipóteses para sua aplicação.

Conforme o líder do governo municipal na Câmara, Bruno Miranda (PDT), a proposta moderniza a atual legislação e promove justiça social, “beneficiando programas habitacionais de interesse social”.

Foto: Cláudio Rabelo/ CMBH

“Essa lei permite, por exemplo, que a prefeitura possa desapropriar uma área para fins de habitação social sem gastar dinheiro e em parceria com a iniciativa privada. Isso vai, para além de modernizar a legislação, buscar a justiça social”, disse Miranda.

O novo capítulo que será inserido na Lei 11.216/2020, caso o PL seja aprovado em segundo turno, detalha as finalidades da desapropriação urbanística e explicita suas possibilidades. São elas:

  • Executar plano urbanístico previamente aprovado pelo Município;
  • Viabilizar a captura da valorização imobiliária por meio da desapropriação de área contígua;
  • Promover a preservação e a recuperação de monumentos históricos ou bens tombados;
  • Prevenir danos à segurança por edifícios que ameacem ruína.

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Próximos passos do PL

Durante sua tramitação em primeiro turno, o PL recebeu, no total, oito emendas. Após a aprovação em primeiro turno com 38 votos “sim”, o PL 428/2025 retorna, agora, às Comissões de Legislação e Justiça (CLJ); Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana; Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor; e Administração Pública e Segurança Pública para análise dos textos.

Em seguida, vai para análise em segundo turno e dependerá de nova votação favorável por, pelo menos, 28 parlamentares para ser aprovado.

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