Legislação

Congonhas aguarda Vale para plano de ação conjunto após extravasamento de mina

Cidade da região Central de Minas busca reparação e reversão de impactos ambientais após incidentes envolvendo estruturas da mineradora
Congonhas aguarda Vale para plano de ação conjunto após extravasamento de mina
Extravasamento Mina da Viga, em planta da Vale, em Congonhas | Foto: Divulgação Prefeitura de Congonhas

Ainda avaliando a extensão dos danos ambientais causados pelo rompimento de uma estrutura da Vale, a cidade de Congonhas, na região Central de Minas, após suspender os alvarás e multar a empresa, aguarda um posicionamento da mineradora para definir um plano de ação conjunto de reparação e reversão dos impactos causados pelo incidente.

“Congonhas está aguardando o posicionamento da Vale após a suspensão dos alvarás de funcionamento das unidades de Fábrica e Viga para traçar um plano de ação. A Secretaria de Meio Ambiente está reunida e trabalhando para levantar os dados e danos após o rompimento da estrutura da empresa”, explica o secretário de comunicação da cidade, Márcio Elias Gomes Martins.

Procurada pela reportagem do Diário do Comércio, a Vale afirmou que não há novos posicionamentos no momento e se posicionará caso haja “novidades”. A empresa se referia justamente sobre a suspensão dos alvarás e a multa aplicada por Congonhas. Segundo nota da Vale, a empresa informou que recebeu o ofício da prefeitura e que irá colaborar “integralmente com as autoridades competentes e prestando todos os esclarecimentos necessários”.

Ainda de acordo com a nota, a mineradora diz que as barragens de sua responsabilidade na região estão em “condições de estabilidade e segurança inalteradas, sendo monitoradas 24 horas por dia, sete dias por semana”.

Leia mais: Vale suspende operações em Ouro Preto e Congonhas

Ouro Preto avalia ação conjunta com Congonhas

Ouro Preto, também na região Central de Minas Gerais, foi outra cidade afetada pelo rompimento de uma estrutura da Vale e se solidarizou com o município vizinho de Congonhas. Segundo a prefeitura, equipes das secretarias de Segurança e Trânsito e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável estiveram no local logo após o registro da ocorrência para apurar os fatos e avaliar os impactos.

Em nota, a administração municipal informou que a Defesa Civil constatou a inexistência de vítimas, embora o escritório de uma empresa da região tenha sido alagado. A prefeitura destacou ainda que o incidente ocorreu em uma área rural, distante do Centro Histórico e com baixa densidade populacional. “Em solidariedade à Prefeitura de Congonhas, Ouro Preto segue monitorando a situação e avalia a adoção de ações conjuntas entre os dois municípios para mitigar os danos causados pelo desastre”, afirmou, em nota.

Entenda o caso

O rompimento da estrutura da Vale ocorreu no domingo (25), atingindo áreas rurais de Congonhas e Ouro Preto. Segundo a Vale, ocorreram dois extravasamentos de água com sedimentos (terra) em estruturas da empresa em menos de 24 horas. O primeiro rompimento foi na mina da Fábrica, de madrugada, enquanto o segundo, na mina Viga, ocorreu no período da tarde.

Em Ouro Preto, o rompimento da estrutura provocou o alagamento de áreas da CSN Mineração, como o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e área de embarque, além de despejar material nos rios Goiabeiras e Maranhão. O vazamento em Congonhas também afetou o rio Maranhão, que é um afluente do rio Paraopeba, já afetado pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, em 2019.

Leia mais: Ministro cobra solução para vazamento de água em minas da Vale

Nas duas situações, segundo a Vale, não houve o despejo de rejeitos de mineração, nenhuma pessoa ficou ferida e as comunidades do entorno não foram afetadas.


Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas