Falsa central de atendimento é o golpe financeiro mais comum em Belo Horizonte, revela CDL

Estudo da CDL/BH mapeia as principais fraudes que atingem a capital mineira e alerta sobre a importância da prevenção digital
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Falsa central de atendimento é o golpe financeiro mais comum em Belo Horizonte, revela CDL
Foto: Pixabay

A falsa central de atendimento se tornou o golpe financeiro mais comum entre os moradores de Belo Horizonte, segundo uma pesquisa inédita da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). O levantamento revela ainda que os homens são os mais atingidos por esse tipo de crime, enquanto as mulheres lideram entre as vítimas de empréstimos fraudulentos.

O estudo foi realizado com 200 consumidores da capital mineira e aponta que 31% já sofreram alguma tentativa de fraude financeira nos últimos 12 meses. Deste total, 17,7% relataram ter sido vítimas da falsa central de atendimento, quando o golpista simula ser de uma instituição financeira para confirmar uma suposta compra suspeita ou movimentação irregular. Entre os homens, a incidência é ainda maior: 26,7%.

Golpes mais frequentes em BH

Além da falsa central, outros golpes também aparecem com frequência entre os entrevistados:

  • Compra em loja ou site falso: 14,5%
  • Clonagem de cartão: 12,9%
  • Ligações oferecendo dinheiro ou bens: 12,9%
  • Empréstimos fraudulentos e pagamentos adiantados por produtos/serviços não entregues: 11,3%
  • Solicitação de PIX por contato falso: 8,1%
  • Roubo de dados bancários: 8,1%
  • Boletos falsos e tentativas de roubo de dados pessoais: 4,8%

No total, os homens são mais impactados (33,7%) que as mulheres (29,1%) pelas tentativas de golpes.

“Diariamente surgem novas modalidades de golpes que prejudicam e enganam a população e o setor de comércio e serviços. É fundamental que consumidores e empresários fiquem atentos às propostas que parecem tentadoras e considerem somente os canais oficiais de comunicação”, alerta o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Mulheres são mais afetadas por empréstimos e ofertas falsas

A pesquisa da CDL/BH também revela diferenças no perfil das vítimas, com base no gênero:

Mulheres são mais atingidas por:

  • Empréstimos fraudulentos: 21,9%
  • Ligações oferecendo dinheiro ou bens: 18,8%
  • Roubo de dados bancários: 15,6%
  • Compras em sites falsos: 12,5%
  • Clonagem de cartão: 9,4%

Homens são mais vítimas de:

  • Falsa central de atendimento: 26,7%
  • Clonagem de cartão: 16,7%
  • Compras em sites falsos: 16%
  • Pagamentos por produtos/serviços não entregues: 10%

“Homens e mulheres da capital mineira são impactados de maneiras diferentes pelos golpes financeiros, o que está diretamente ligado aos seus hábitos de consumo. Essa realidade reforça a importância da educação para o consumo seguro e da atenção redobrada no ambiente digital e nas interações comerciais”, destaca o presidente da CDL/BH.

Telefone, WhatsApp e redes sociais: os canais preferidos dos golpistas

A pesquisa também mapeou os meios mais utilizados pelos criminosos para aplicar os golpes:

  • Ligação telefônica: 35,5%
  • WhatsApp: 21%
  • Redes sociais: 19,4%
  • Email: 8,1%
  • Contato presencial: 4,8%
  • Apps bancários, SMS e desconto em folha: 3,2%
  • Sites falsos: 1,6%

A recomendação da CDL/BH é que os consumidores fiquem atentos a pedidos de senhas, dados pessoais ou transferências feitas por meios digitais.

“A prevenção começa com a informação e com atitudes simples, como confirmar a origem do contato, evitar clicar em links desconhecidos e nunca compartilhar senhas”, reforça Marcelo de Souza e Silva.

Como se proteger de golpes financeiros

Confira algumas dicas práticas da CDL/BH para evitar cair em fraudes:

  • Desconfie de ligações que solicitam senhas, códigos ou transferências urgentes
  • Não compartilhe dados pessoais em mensagens de texto ou aplicativos
  • Verifique se o site ou perfil é oficial antes de realizar compras
  • Use canais oficiais de atendimento de bancos e empresas

Em caso de dúvida, encerre o contato e busque orientação diretamente com a instituição.

Sobre o autor

Ana Paula Moreira

Subeditora do portal Diário do Comércio desde 2025. Especialista em jornalismo esportivo pelo Centro Universitário UNA. Vencedora do Prêmio Petrobrás de Jornalismo.


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