Legislação

Fraudes eletrônicas: operação cumpre mandados em quatro estados e no DF

Sete pessoas foram presas e materiais apreendidos em ação do MPMG que revelou prejuízo de R$ 500 mil a empresa de Governador Valadares
Fraudes eletrônicas: operação cumpre mandados em quatro estados e no DF
Divulgação/ MPMG

Sete pessoas foram presas em operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra fraudes eletrônicas que causaram prejuízo de quase R$ 500 mil a uma empresa de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Além das detenções, foram apreendidos R$ 22.715 em espécie e diversos materiais (veja abaixo) em Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e no Distrito Federal.

De acordo com o MPMG, os agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e da 16ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares cumpriram 12 mandados de prisão preventiva e 17 pedidos de busca e apreensão nas cidades de Senador Canedo, Goiânia e Planaltina de Goiás (GO); Itapetininga, Praia Grande, Santos, Salto e São Paulo (SP); Duque de Caxias e Queimados (RJ); Parauapebas (PA); e Planaltina (DF).

Nessas localidades, foram encontrados e recolhidos diversos itens, que passarão por perícia para identificar novas provas e outras possíveis vítimas do esquema. São eles:

  • Quatro notebooks;
  • Dez celulares;
  • Dois HD’s;
  • Um pendrive;
  • Cinco cadernos com anotações;
  • Um token de segurança;
  • 30 modems;
  • 14 cheques;
  • 126 cartões diversos;
  • 24 máquinas de cartão, uma chipeira e 11 chips de operadoras.

Investigação

Ainda conforme o órgão de Justiça, a apuração começou após os criminosos terem invadido uma conta bancária empresarial e realizado o resgate indevido de um investimento no valor de R$ 800 mil. Logo depois dessa movimentação, o grupo efetuou o pagamento de dez boletos bancários, que somaram quase R$ 500 mil.

O setor de segurança da instituição financeira identificou que os acessos foram feitos por aparelhos e conexões de internet não habituais, localizados em municípios diversos daquele do estabelecimento da vítima.

Segundo apurado até o momento, o grupo suspeito contava com um núcleo tecnológico que utilizava conhecimentos avançados para habilitar dispositivos e burlar os sistemas de segurança bancária. Também mantinha um setor financeiro que recebia e distribuía o dinheiro entre várias contas de pessoas físicas e empresas para esconder o caminho dos valores e dificultar o trabalho das autoridades.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas