Como evitar golpes no marketing de influência: especialista orienta criadores de conteúdo
Os golpes no marketing de influência cresceram de forma expressiva ao longo de 2025, acendendo um alerta entre influenciadores e profissionais que atuam na criação de conteúdo digital. A prática mais recorrente envolve falsas agências intermediárias que entram em contato propondo parcerias comerciais por determinado período. Após a execução dos trabalhos, como publiposts, unboxing, vídeos demonstrativos e ações de engajamento, o pagamento simplesmente não é realizado.
Esse tipo de golpe tem gerado consequências severas, tanto financeiras quanto emocionais, além de impactos diretos na reputação dos criadores. Especialista na defesa de profissionais do marketing de influência, a advogada Luana Mendes Fonseca de Faria destaca que a prevenção passa, necessariamente, por suporte jurídico especializado. Segundo ela, é fundamental ter atenção redobrada a contratos, direitos de imagem e às normas do Conar.
“Minha recomendação é que os influenciadores sempre pesquisem o histórico da agência antes de assinar um contrato. Sempre que possível, exijam cláusulas detalhadas de prestação de contas, com relatórios de pagamentos das marcas e direito a auditoria independente”, orienta.
A advogada também ressalta a importância de regras claras sobre prazos e penalidades: “É essencial estabelecer prazos contratuais rígidos de pagamento, com previsão de multa por atraso e possibilidade de rescisão automática em caso de inadimplência. A transparência é a base de qualquer relação saudável entre marcas, agências e influenciadores”.
Principais cuidados para evitar golpes no marketing de influência
- Verificar o histórico e a reputação da agência ou do intermediador;
- Desconfiar de propostas enviadas por canais não oficiais;
- Exigir contratos claros, com valores e prazos bem definidos;
- Incluir cláusulas de multa, rescisão e auditoria;
- Nunca fornecer dados sensíveis fora de ambientes seguros;
- Atentar-se às regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Apesar dos episódios de fraude, a maioria das agências sérias atua em conformidade com as normas do mercado. Casos recorrentes de golpes envolvendo influenciadores, no entanto, têm afetado a confiança no setor. Como consequência, muitas marcas passaram a priorizar negociações diretas ou com agências certificadas.
“Com a nova legislação que regulamenta o setor, criadores ganham mais credibilidade e segurança para fechar contratos melhores, abrindo espaço para o compliance e o crescimento sustentável”, afirma Luana de Faria.
Por fim, a advogada alerta que as principais demandas judiciais do setor envolvem o não pagamento de cachês, cláusulas abusivas de exclusividade e cessão ilimitada de imagem.
“Também são comuns ações por danos morais, prejuízos à reputação e responsabilização por conteúdos enganosos impostos pelas marcas, sem briefing ético claro”, conclui a especialista.
Colaborador
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