Vale e ANM reforçam que não houve ruptura de barragens em extravazamentos em Congonhas e Ouro Preto
Após duas ocorrências de extravasamentos em estruturas da mineradora Vale nos municípios de Ouro Preto e Congonhas, a empresa e a Agência Nacional de Mineração (ANM) destacaram que os eventos não foram causados por danos estruturais em barragens. Os dois incidentes aconteceram em menos de 24 horas, nesse domingo (25).
Conforme a ANM, no extravasamento da Mina da Fábrica, em Ouro Preto, a situação teve relação com uma infraestrutura instalada em área de operação, “sem caracterização de falha estrutural em barragens ou pilhas de mineração”. No caso do extravasamento ocorrido na mina Viga, em Congonhas, a agência aponta que foi um vazamento de água na estrutura de drenagem da mina, também conhecido como sump.
Em nota, a Vale aponta que ambos os extravasamentos de água foram contidos. A empresa esclarece que as duas situações não têm relação com as barragens da região e que não houve carreamento de rejeitos de mineração, somente água com sedimentos.
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A mineradora também informou que realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção das estruturas e reforçou a segurança das operações. Ainda, a Vale reforça os procedimentos de segurança durante os períodos chuvosos. “As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia. A Vale segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários”, finaliza a empresa.
No comunicado, a ANM destaca que as duas situações são acompanhadas por equipes técnicas da Agência, que estão realizando a verificação das condições de funcionamento das estruturas envolvidas e as medidas tomadas pela Vale.
Prefeitura responsabiliza a Vale
Apesar dos incidentes não terem relação com barragens ou pilhas de rejeitos, em vídeos feitos pelo prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB), é possível ver que parte das estruturas da Mina de Fábrica foram danificadas pela força da água. Na gravação, Cabido informa ainda que mais de 200 mil metros cúbicos de água deixaram a área da mina e transportaram sedimentos ao longo do percurso.
“A água extrapolou e gerou essa destruição aqui. Foram mais de 200 mil metros cúbicos de água que saíram dessa região e foram lavando todo tipo de minério e de materiais ao longo do caminho, alcançando o rio Goiabeiras, com chances de alcançar o rio Maranhão”, disse.
Nota da ANM na íntegra
“A Agência Nacional de Mineração esclarece que não houve ruptura, colapso ou comprometimento de estruturas de barragens ou pilhas de mineração nas ocorrências registradas em áreas da Vale S.A., no Complexo Mina de Fábrica, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto (MG), e na mina Viga, em Congonhas (MG).
No Complexo Mina de Fábrica, o evento esteve associado a infraestrutura instalada em área da operação, sem caracterização de falha estrutural em barragens ou pilhas de mineração.
Na mina Viga, foi registrado extravasamento de água no sump (estrutura de drenagem). Equipes de fiscalização estão no local das ocorrências, sem registro de bloqueio de vias ou de atingimento de comunidades.
As duas situações são acompanhadas por equipes técnicas da Agência, com verificação das condições de funcionamento das estruturas envolvidas e das medidas adotadas pelo empreendedor. A apuração de responsabilidades integra o processo regulatório, com aplicação das sanções cabíveis, caso sejam constatadas irregularidades, nos termos da legislação vigente”.
Nota da Vale na íntegra
“A Vale esclarece que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo (25) foram contidos. Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas.
Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).
A Vale realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras. A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia. A Vale segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários”.
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