Todo mundo sabe que, no Brasil, ser político é uma profissão milionária. Por ano, um deputado federal recebe R$ 556 mil em salário bruto, cerca de R$ 46,3 mil por mês (lembrando que o salário mínimo é de R$ 1.621). Considerando salário, verbas de gabinete, cotas parlamentares e viagens oficiais, cada deputado custa cerca de R$ 3,5 milhões aos cofres públicos. Considerando a realidade brasileira, parece chocante o caso da Hungria, onde recentemente deputados votaram para cortar o próprio salário quase pela metade.
Deputados da Hungria votaram para cortar salário em 40%
A iniciativa partiu do recém-empossado primeiro ministro do país europeu, Péter Magyar, como uma forma de reduzir custos administrativos. Magyar acusa seu antecessor, Viktor Orbán, de conceder salários inflados para apaziguar os deputados da oposição. A parte mais interessante dessa história é que os deputados húngaros votaram por unanimidade a favor da medida na última segunda-feira (8). Das 199 cadeiras do Parlamento, 189 estavam ocupadas e todas votaram a favor do corte.
De acordo com o Metrópoles, com o corte, o salário-base mensal dos parlamentares da Hungria será reduzido em 40%, passando para o equivalente a cerca de 1,3 milhão de florins húngaros (mais ou menos R$ 22 mil brutos). O corte já entra em vigor a partir desse próximo mês. Mesmo com o salário diminuindo consideravelmente, os deputados da Hungria ainda recebem o triplo da média nacional.
Além do salário, também serão diminuídos alguns benefícios dos parlamentares, como o reembolso de contas de telefone (esse será totalmente eliminado) e em auxílios para aluguel de escritórios, moradia e contratação de funcionários.




