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Votação polêmica no Senado acaba em tempo recorde de 1 minuto e 42 segundos e revolta brasileiros

Por Alan da Silva
03/06/2026
Em Geral
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Plenário do Senado Federal (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Plenário do Senado Federal (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O Senado Federal do Brasil aprovou, em 2 de junho, um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que suspende a Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A votação aconteceu de forma rápida e sem registro individual de votos, no tempo de 1 minuto e 42 segundos.

A medida foi aprovada em Brasília e trouxe mudanças significativas na regulamentação do aborto legal para crianças e adolescentes, com foco em vítimas de violência sexual.

Antes da mudança, a resolução do Conanda permitia que menores de 14 anos interrompessem a gravidez resultante de estupro sem necessitar de autorização parental ou denúncia à polícia. Com a nova decisão do Senado, essas diretrizes deixam de vigorar, elevando a necessidade de consultas parentais e aumentando potenciais barreiras para o acesso das menores a serviços de aborto legal.

Repercussão 

Organizações de direitos humanos manifestaram preocupação com as consequências dessa decisão. O acesso aos serviços de aborto legal para menores pode ser prejudicado, aumentando o estigma e complicando o acesso a cuidados essenciais.

Esse cenário pode acarretar riscos à saúde física e mental das jovens, já que complicações e traumas psicológicos decorrentes do atraso na interrupção da gravidez são preocupações reais.

Além disso, a forma como a aprovação foi conduzida — sem debate amplo e registro individual dos votos — gerou críticas sobre a transparência do processo legislativo. 

A legislação brasileira já reconhece que qualquer relação sexual com menores de 14 anos configura estupro, e antes disso, políticas buscavam garantir segurança no acesso ao aborto legal nesses casos. A suspensão da resolução do Conanda é vista por muitos especialistas como um retrocesso nas garantias previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente para a proteção das crianças.

A decisão aprovada não exige sanção presidencial, uma vez que se trata de um Projeto de Decreto Legislativo. Assim, a medida já pode ser implementada após promulgação pelo Congresso Nacional. 

A medida aprovada pelo Senado já passou pela Câmara dos Deputados e não exige sanção presidencial.

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Alan da Silva

Alan da Silva

Jornalista e revisor.

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