A engenharia como vetor de prosperidade e resiliência climática

Outubro é o mês de celebrações da atividade, que passa por vários desafios, como os eventos climáticos extremos
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A engenharia como vetor de prosperidade e resiliência climática
Foto: Reprodução Adobe Stock

Outubro é marcado pelas celebrações da Semana da Engenharia no Brasil. Em um período desafiador, atravessado por eventos climáticos extremos, a data ganha um peso renovado: a disciplina expandiu seu escopo e assume um protagonismo indispensável para viabilizar o futuro por meio da inteligência técnica, da eficiência e do planejamento integrado.

A engenharia é, por definição, o motor da produtividade e do desenvolvimento socioeconômico. Dados históricos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o Brasil aporta em torno de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano em infraestrutura, patamar insuficiente frente à estimativa de que seriam necessários ao menos 4% anuais para modernizar os ativos nacionais e mitigar os gargalos de competitividade logística e energética.

Superar esse déficit exige uma mudança conceitual: modernização já não se resume a obras convencionais. Nesse sentido, organizações que convergem com as Soluções Baseadas na Natureza (SbN) consolidam um diferencial competitivo essencial. Ao articular infraestruturas cinzas e verdes – por meio de bacias de amortecimento naturais, drenagem urbana sustentável e estabilização de encostas via regeneração vegetal -, reduz-se de forma substancial o custo contínuo de manutenção, mitigando perdas financeiras severas provocadas pelas intempéries do clima.

Além da eficiência técnica e ambiental, organizações que apostam no trabalho colaborativo, na diversidade, na transferência de saberes e no diálogo intergeracional fortalecem sua governança e reputação de mercado, consolidando-se como autênticos agentes de tração econômica.

Iniciativas como a premiação do Engenheiro do Ano, promovida pela Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), cumprem o papel fundamental de evidenciar para o mercado e para a sociedade civil que a engenharia orientada pela sustentabilidade, pela governança e pela harmonia com os ecossistemas não representa um custo, mas o investimento mais estratégico para construir um Brasil próspero, resiliente e produtivo. Conheça na entrevista, um pouco da trajetória do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o engenheiro civil Ilso de Oliveira.

Leia a reportagem: Transferência de conhecimento é legado do Engenheiro do Ano SME

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Adriana Muls

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