Grupo mexicano Asur assume 100% da controladora do BH Airport após aval do Cade

Com a aquisição da participação de 25% da Zurich Airport, a Asur passa a deter todo o capital da Spac, holding que controla 51% da concessionária do Aeroporto de Confins
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Grupo mexicano Asur assume 100% da controladora do BH Airport após aval do Cade
Foto: Divulgação Motiva

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a venda da participação de 25% da Zurich Airport International na Sociedade de Participação no Aeroporto de Confins (Spac) para a Aeropuerto de Cancún, subsidiária do grupo mexicano Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur).

A Spac é uma sociedade de propósito específico (SPE) que atua como holding não financeira do setor aeroportuário e detém 51% da BH Airport, concessionária responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Os outros 49% da concessionária responsável pela administração, manutenção e exploração do terminal pertencem à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Com a transação, a participação do grupo Asur na Spac passa de 75% para 100%, tornando-o o único acionista da holding que controla a BH Airport.

O acordo de venda foi firmado em agosto deste ano. Na ocasião, a Zurich Airport afirmou que o Brasil e a América Latina continuam sendo mercados estratégicos para a companhia e que a operação integra sua estratégia de gestão de portfólio. A empresa também ressaltou que a transação não altera seu compromisso com a região nem a intenção de buscar novas oportunidades de crescimento.

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte é administrado pela BH Airport por meio de uma concessão de 30 anos, firmada em 2013. A Zurich Airport ingressou no empreendimento naquele ano, como investidora minoritária, e detinha uma participação indireta de 12,75% na concessionária.

A Zurich Airport também informou que a venda está alinhada à estratégia internacional de concentrar seus investimentos em participações majoritárias com responsabilidade operacional. A decisão da Superintendência-Geral do Cade foi publicada na edição de 1º de outubro do Diário Oficial da União (DOU).

O grupo mexicano Asur ingressou no mercado brasileiro em novembro de 2025, após adquirir a CPC Holding, empresa que concentrava os ativos aeroportuários da Motiva. Com a operação, o grupo passou a deter participações em 20 concessões aeroportuárias, sendo 17 no Brasil e três no exterior, no Equador, na Costa Rica e em Curaçao.

Avaliada em R$ 11,5 bilhões, a operação foi considerada, na ocasião, a maior transação do setor aeroportuário no mundo. Do valor total, R$ 5 bilhões correspondiam ao valor das participações acionárias da Motiva nos ativos (equity), enquanto R$ 6,5 bilhões se referiam à dívida líquida.

Entre os terminais adquiridos estão o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte e o Aeroporto da Pampulha. A transferência foi aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em junho deste ano.

Entre os aeroportos incluídos na operação estão o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, e o Aeroporto da Pampulha, na Capital. A transferência das participações foi aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em junho de 2026.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.


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