Negócios

BH Airport testa robôs autônomos elétricos no pátio do terminal

Equipamentos utilizam inteligência artificial para transporte de cargas e limpeza de FOD, com foco em segurança e eficiência operacional
BH Airport testa robôs autônomos elétricos no pátio do terminal
Foto: Divulgação BH Airport

O BH Airport começou a testar robôs autônomos 100% elétricos no pátio do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana. A iniciativa busca avaliar, em ambiente real, os ganhos operacionais, de segurança e de eficiência proporcionados pela tecnologia.

Nesta primeira etapa, os testes contemplam duas frentes principais: o transporte interno de cargas e a limpeza de FOD (sigla para Foreign Object Debris, que são objetos estranhos deixados nas áreas de movimentação de aeronaves), que podem representar riscos a pousos e decolagens. A retirada rápida e precisa desses resíduos é considerada uma atividade crítica para a segurança operacional.

De acordo com o gestor de Operações, Segurança e Experiência do Passageiro do aeroporto, Fabiano Reis, os veículos, apelidados de “robôs burros” pela capacidade de carga e robustez, simbolizam um avanço relevante para o setor. Segundo ele, a adoção da tecnologia está alinhada às melhores práticas internacionais, com foco na eficiência, na experiência do cliente e na sustentabilidade.

As plataformas móveis utilizam inteligência artificial (IA) para navegação autônoma, reconhecimento de rotas e tomada de decisões em tempo real. Projetados para atuar de forma colaborativa com equipes humanas, os veículos podem seguir operadores, cumprir trajetos programados e transportar cargas com alto grau de precisão. Nos testes realizados até o momento, os equipamentos deslocaram até duas toneladas em um percurso aproximado de 1,5 quilômetro dentro da área operacional.

A prova de conceito é conduzida em parceria com a empresa brasileira Tecnoloc, representante no País da fabricante norte-americana Burro, especializada em veículos autônomos colaborativos para ambientes logísticos e industriais complexos. O modelo de testes permite mensurar variáveis como segurança, viabilidade técnica e aplicabilidade no sítio aeroportuário, antes de uma eventual adoção em larga escala.

Além do foco na inovação, o projeto também dialoga com a agenda ESG do aeroporto, sobretudo pelo uso de veículos 100% elétricos e pela busca de soluções que contribuam para a eficiência energética e a otimização de recursos.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas