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BH-Tec lança programa que leva estudantes para conhecer empresas e centros de inovação

BHtecXplore promove visitas guiadas para estudantes de 12 a 16 anos e busca estimular carreiras em ciência e tecnologia
BH-Tec lança programa que leva estudantes para conhecer empresas e centros de inovação
Foto: Divulgação BH-Tec

Aproximar adolescentes do mundo da tecnologia e da inovação e atraí-los para carreiras ligadas às ciências e ao empreendedorismo tecnológico é a missão do Programa BHtecXplore, lançado nesta quarta-feira (11). A iniciativa promove a visita de estudantes de 12 a 16 anos ao Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), na região Noroeste.

Os estudantes de escolas públicas e privadas começam a visita pelo auditório, onde recebem as primeiras orientações. Em seguida, passam pelo hall, onde são conduzidos por uma abordagem interativa e exploram a estrutura do prédio institucional, incluindo visitas a três empresas e/ou centros tecnológicos residentes no BH-Tec.

BH-Tec
BH-Tec | Foto: Diário do Comércio/ Daniela Maciel

Em cada empresa, os visitantes vão conhecer o que é desenvolvido, aprender sobre a história do negócio, entender como ele inova e quais caminhos profissionais podem seguir, a exemplo dos empreendedores.

Para o presidente do BH-Tec, Marco Crocco, receber crianças e adolescentes no Parque Tecnológico é fundamental para fomentar o interesse pelas ciências e pela tecnologia e também representa mais uma contrapartida do Parque à sociedade.

“Esse projeto concilia a nossa atividade de integrar setor produtivo e academia com uma política pública, apresentando uma espécie de trilha nas áreas de ciência e tecnologia para a juventude. É fundamental despertar o interesse dos estudantes nas áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) porque, no mundo todo, os processos produtivos são cada vez mais intensivos em conhecimento, e isso é determinante para o desenvolvimento das empresas e do País”, explica Crocco.

O programa é viabilizado por uma emenda parlamentar no valor de R$ 128 mil, destinada pela vereadora de Belo Horizonte, Marcela Trópia (Novo), por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Relações Internacionais (SMDE). O recurso é referente à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024.

“Levar estudantes para dentro de um ambiente de inovação é ampliar horizontes e despertar vocações. É mostrar, na prática, que tecnologia, empreendedorismo e conhecimento caminham juntos e fazem parte do futuro da cidade. Aqui, os estudantes vão ver startups e empresas testando soluções inovadoras para resolver problemas reais da população e, por outro lado, trabalhamos a formação. Não poderia haver uma organização melhor para conduzir isso do que o BH-Tec”, afirma Marcela Trópia.

Consolidação do BH-Tec

A parceria se insere em um momento de consolidação e maturidade institucional do BH-Tec. Em 2024, o faturamento agregado das empresas e centros de tecnologia instalados no Parque atingiu cerca de R$ 600 milhões, o maior valor já registrado.

“No passado, fizemos um projeto em conjunto com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais que, inclusive, ganhou um prêmio nacional de aceleração, unindo uma demanda de política pública ao desenvolvimento e ao empreendedorismo. Agora, inauguramos com a Marcela essa experiência de conectar o BH-Tec e sua função com pautas legitimamente eleitas. Assim, o recebimento dessa emenda tem, para nós, um significado político, ao reforçar o BH-Tec como uma entrega importante para a sociedade”, avalia o presidente do BH-Tec.

Para o diretor comercial da FabNS – fábrica de nanosoluções residente no BH-Tec –, Taiguara Tupinambás, receber a visita de jovens e contar a história da empresa, que surgiu dentro da universidade a partir de uma pesquisa científica, é motivo de orgulho.

“Mostrar para eles a luta diária que é fazer pesquisa e transformar ciência em produto é muito importante. Estamos de portas abertas. O mundo vive uma escassez de mão de obra, e queremos mostrar que é fundamental o interesse dos jovens pelas ciências diante dos desafios globais. As soluções virão da tecnologia hard science. Por isso, precisamos formar cientistas, pesquisadores e empreendedores nas mais diferentes vertentes”, avalia Tupinambás.

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