ChatGPT e outras IAs já fazem parte do dia a dia de 58% dos trabalhadores
A inteligência artificial já faz parte da rotina de 58% dos profissionais brasileiros, segundo a Pesquisa de Tendências da Catho, plataforma de empregos. O levantamento mostra que a maioria já utilizou ferramentas como o ChatGPT no trabalho ou no dia a dia, seja de forma frequente ou ocasional. Ao mesmo tempo, a percepção sobre o peso da tecnologia na carreira ainda é heterogênea.
Entre os entrevistados, 25,5% afirmam que ainda não tiveram oportunidade de usar IA, enquanto 16,5% relatam falta de conhecimento ou descrença nos benefícios da ferramenta. Os dados indicam que, apesar da rápida disseminação, há espaço para capacitação e ampliação do acesso à tecnologia.
A aplicação prática da inteligência artificial aparece principalmente como suporte ao desenvolvimento profissional. Entre os usos mais citados estão:
• Obter dicas para construir currículo, 12%;
• Esclarecer dúvidas técnicas da área de atuação, 11%;
• Avaliar o próprio currículo, 10%;
• Aumentar a produtividade no trabalho, 9%.
A tecnologia também é mencionada como apoio na preparação para entrevistas, orientação de carreira e atualização sobre tendências e inovações.
O levantamento indica que o uso está menos associado à substituição de funções e mais ligado ao ganho de eficiência individual.
Quando questionados sobre o peso da IA no futuro profissional, 46% classificam o domínio da tecnologia como extremamente importante ou importante para a carreira. Outros 33% avaliam que será relevante, mas não decisiva, enquanto 20,6% consideram que será essencial para o sucesso profissional.
Por outro lado, 24,4% acreditam que a inteligência artificial não será relevante para sua trajetória.
Para Eber Duarte, CTO da Redarbor Brasil, grupo que controla a Catho, os números indicam um processo de maturação. Segundo ele, a tecnologia tende a se consolidar como ferramenta de apoio à produtividade e ao aprendizado contínuo, mas não substitui competências humanas como pensamento crítico, comunicação e capacidade de adaptação.
O avanço da IA no cotidiano de trabalhadores tem implicações diretas para empresas, especialmente pequenas e médias, que operam com estruturas enxutas. A adoção de ferramentas digitais pode elevar a produtividade sem aumento proporcional de custos, mas exige qualificação.
Os dados sugerem que o diferencial competitivo estará menos no acesso à tecnologia e mais na capacidade de integrá-la à estratégia profissional e organizacional.
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